Madrid propõe reforma aos 67 anos
“Tal como os holandeses, os espanhóis serão os primeiros europeus a reformarem-se aos 67 anos”, em vez dos 65 anos actuais, titula o El País. Depois de ter anunciado um plano de redução de 50 mil milhões de euros nas despesas públicas, o Governo de José Luís Rodríguez Zapatero tenta responder à crise económica que fustiga duramente a Espanha e ao envelhecimento da população – aquele país tem, hoje, “8,6 milhões de reformados e terá 15,6 milhões em 2040” – com uma medida que “desagrada tanto aos sindicatos como à oposição”. Esta medida entra em vigor a partir de 2013, quando a contagem da nova idade de reforma será aumentada à razão de mais dois meses por cada ano até 2025. “As autoridades devem transmitir uma estratégia credível de consolidação a médio prazo”, afirma o diário madrileno no seu editorial, lembrando as dúvidas quanto a solvência da economia espanhola, levantadas pela intervenção de Zapatero, durante a reunião do Fórum Económico Mundial, em Davos.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.