Blair sob fogo cerrado
Em 29 Janeiro, Tony Blair apresentou-se à Commissão de Lord John Chilcot de Inquérito sobre o envolvimento britânico no Iraque, para explicar as razões que o levaram a conduzir o país para a invasão de 2003. O antigo primeiro-ministro britânico continua a justificar o ataque com base em que, segundo os serviços de informação britânicos, Saddam Hussein possuiria armas de destruição maciça. No entanto, a imprensa insiste cada vez mais em que isso é falso.
O semanário de tendência esquerdista New Statesman lidera a contestação a Blair, com base em testemunhos de peritos do Governo cujas recomendações Blair ignorou no afã de entrar na guerra. “Ao longo dos anos, numerosas revelações – incluindo fugas de informação de memorandos e minutas oficiais – indiciam que Blair, apesar das suas repetidas negações, estava apostado não apenas no desarmamento mas na mudança do regime (isto é, na derrota de Saddam) no Iraque, um ano antes da invasão”. O jornal cita um veterano homem de leis que apela a que a comissão de inquérito sobre o Iraque declare a guerra ilegal, em total apoio das campanhas que pedem a prisão e julgamento de Blair como criminoso de guerra.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.