A “dramática intervenção” de Gordon Brown
Um Gordon Brown "em pânico" voou para a Irlanda do Norte, para tentar resolver o impasse sobre a transferência dos poderes judiciais e de policiamento de Westminster para aquela província escreve o Belfast Telegraph. Acompanhado pelo Taoiseach [primeiro-ministro] irlandês, Brian Cowen, Gordon Brown conduziu as negociações entre o primeiro-ministro Peter Robinson, do Partido Unionista Democrático (DUP), e o vice-primeiro-ministro, Martin McGuinness, do Sinn Féin, "até às primeiras horas da manhã". A sua "intervenção dramática" verificou-se num momento em que há receio de que o Sinn Féin possa fazer cair "as frágeis instituições de partilha do poder" através das quais, segundo segundo os termos do acordo de paz de St Andrew’s, os dois partidos inimigos têm de governar conjuntamente a província. Teme-se que o Sinn Féin possa apelar à realização de eleições imediatas para a Assembleia da Irlanda do Norte, se o DUP não "concordar com a rápida devolução de competências". Com o eleitorado unionista presentemente dividido, devido ao aparecimento da nova formação política TUV, Traditional Unionist Voice [voz unionista tradicional] – que considera o DUP demasiado indulgente para com antigos terroristas, o Sinn Féin tem muito a ganhar numas eleições, que poderão fazer dele o maior partido da província e colocar Martin McGuinness, antigo comandante do IRA, à frente de um estado que tentou derrubar.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.