Ninguém corre para o caixote do lixo nuclear
A escolha definitiva do local onde será instalado o segundo centro de armazenamento de resíduos radioactivos, em Espanha, está a demorar. A data limite – 30 de Janeiro – para os municípios interessados apresentaram candidaturas aproxima-se mas "só Yebra, uma aldeia da província de Guadalajara, apresentou a sua candidatura", salienta o ABC, "apesar dos milhões de euros de investimentos e dos empregos que o projecto representaria, em tempo de crise". Este diário sublinha que, para a maior parte dos municípios, "trata-se de um presente envenenado", e alguns outros candidatos, como Ascó (província de Tarragona), foram obrigados a fazer marcha-atrás, devido às pressões dos habitantes e às hesitações dos partidos políticos. No seu editorial, o diário conservador considera que este assunto simboliza "a estranha e fragmentada mistura de interesses locais, que substituem ou minimizam todas as políticas nacionais".
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.