Na escola... também se ensina a poupar
Imaginem que são um casal, e que têm um agregado familiar com um rendimento mensal de mil euros: é assim que começa um exercício de um novo manual escolar checo destinado aos alunos da primária. O objectivo é ensinar as crianças a gerirem o seu dinheiro e a não se endividarem, no futuro.
E é isto mesmo, titula o Lidové noviny: “A crise económica traz uma nova matéria para a escola”. “As armadilhas do endividamento começam quando somos ainda muito jovens”, explicou ao diário Eva Zamrazilová, directora do Banco Nacional Checo , instituição que organiza os seminários de formação para os professores que vão leccionar a cadeira de aptidão económica e financeira. Segundo a Ministra da Educação, Miroslava Kopicová, a crise económica sublinhou a importância desta disciplina nas escolas porque, na República Checa, os mais endividados têm entre 20 e 35 anos. As escolas primárias e secundárias podem financiar estes cursos com subsídios da União Europeia, diz o diário de Praga.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.