Spartacus negro contra a máfia calabresa
Basta é basta! Depois de dois imigrantes que trabalhavam nos campos de Rosarno, na Calábria, explorados pela n’drangheta (a máfia local) e a viverem em péssimas condições, terem sido feridos com balas, centenas de imigrantes africanos tomaram as ruas e incendiaram automóveis e partiram montras. A violência parecia estar sob controlo no dia seguinte, mas um enorme protesto a que se juntaram imigrantes das cidades vizinhas teve lugar frente ao edifício da Câmara Municipal, que está sob administração directa de Roma por causa das intrincadas ligações da Máfia. Enquanto funcionários e assistentes sociais defende esses trabalhadores vítimas do crime organizado e sujeitos a tratamentos brutais, o Ministro do Interior, Roberto Maroni, repete uma das suas cantilenas favoritas, ou seja, há demasiados emigrantes ilegais e a " presença deles fomenta a criminalidade”. Pelo o contrário, o editorialista do Corriere della Será, Angelo Panebianco,questiona as contradições existentes entre as posições “extremistas” sobre a emigração – “há um grande número de políticos descuidados, xenófobos, liberais, demasiados padres e juízes, todos eles muito preocupados em espalharem as sementes do problema”.
Tornou-se quase sistemático: em todas as controvérsias sobre a maneira como Berlim tenta impor os seus pontos de vista na resolução da crise da dívida, os alemães são remetidos para o seu passado nazi. Como reagir? Die Zeit propõe algumas respostas aos seus leitores.
Em 2013, Marselha vai ser Capital Europeia da Cultura. Mas, para já, a segunda maior cidade de França dá que falar devido aos acertos de contas, feitos a kalachnikov, entre traficantes de droga que dominam bairros inteiros.
A possibilidade de incumprimento da Grécia não está excluída e isso poria em perigo o Banco Central Europeu. Para o evitar, os Estados têm de pagar e darem-lhe garantias, afirma o economista Melvyn Krauss.