Conselho da Europa faz inquérito sobre a pandemia
"Eles organizaram a psicose", diz o título do Humanité. "Eles" são os lobbys farmacêuticos, acusa Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde do Conselho da Europa. Este médico alemão, ex-membro do Partido Social-Democrata, conseguiu que fosse criada uma comissão de inquérito para investigar o papel das empresas farmacêuticas na gestão da gripe A (H1N1) pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos Estados. Numa longa entrevista, Wodarg acusa essas empresas de terem incitado – inclusive com recurso à corrupção – especialistas e responsáveis pela saúde pública a alarmar exageradamente os Governos, com o objectivo de promoverem os seus medicamentos. "Em Abril, quando soou o primeiro alerta, vindo do México, fiquei surpreendido com os números avançados pela OMS para justificar a declaração de uma pandemia. (…) Ainda não tínhamos sequer chegado aos mil casos e já se falava de pandamia do século", sublinha, designadamente, Wolfgang Wodarg, que pretende que o inquérito esclareça aquilo que qualifica de "terrível operação de intoxicação".
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.