As caricaturas de Maomé, uma história interminável
"O desenhador do JP terá o seu guarda-costas pessoal”, é o titulo do Jyllands-Posten após a tentativa de assassinato contra Kurt Westergaard, no dia 1 de Janeiro, por um somali armado com um machado. É a terceira tentativa de assassinato contra o desenhador que publicou, em 2005, a caricatura de Maomé com uma bomba no turbante.
O agressor, que vive na Dinamarca desde 1995, era vigiado pelos serviços de informações dinamarqueses que o julgavam suspeito de ter ligações com as organizações terroristas Al-Chabaab e Al-Qaeda, na África Leste.
Num editorial publicado no domingo, o Jyllands-Posten sublinha que “é preciso defender sem ambiguidades o direito de ofensa aos sentimentos religiosos”. Evocando o facto de, contrariamente à população em geral, a maioria dos muçulmanos dinamarqueses defenderem que é preciso punir este género de ofensa, o diário afirma que “trata-se de uma batalha cultural com jogadas importantes. Constatamos que, enquanto a blasfémia é um crime sem vítima, Westergaard esteve sinistramente perto de se tornar vítima de um crime”.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.