Os pequenos colaboradores da CIA
Houve pelo menos duas instalações secretas da CIA na Lituânia, onde, entre 2002 e 2006, poderão ter estado detidos e sido interrogados operacionais importantes da Al-Qaeda, concluiu uma comissão de investigação do Parlamento lituano. Dois "black sites" da CIA em Vilnius, a capital da Lituânia, terão sido montados com a ajuda dos serviços secretos lituanos (DBP), cujos responsáveis da época não informaram os antigos primeiros-ministros e Presidentes. "O controlo democrático falhou e a DBP tornou-se um estado dentro do Estado. Chegou a altura de pormos termo a isto imediatamente", comenta, no diário polaco Gazeta Wyborcza, o presidente da comissão parlamentar dos negócios estrangeiros, Andronius Ažubalis. Até agora, a Lituânia foi o primeiro país da região a tentar responsabilizar aqueles que autorizaram operações secretas da CIA. A imprensa americana tem referido que também havia centros ilegais de interrogatório na Polónia e na Roménia. Contudo, os Governos dos dois países negam vigorosamente essas alegações.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.