Rainha precisa de reparar palácios
Apesar do brilho da série de medalhas do marido, a Rainha Isabel II tem um ar justificadamente taciturno na primeira página de hoje do The Independent. O diário de Londres revela que 2009 está prestes a terminar com outro revés no esmorecido prestígio da Casa de Windsor. Com efeito, tanto o Palácio de Buckingham como o Governo vêem-se forçados a revelar a correspondência secreta sobre “a crescente despesa pública com a Família Real”. Num despacho feito pelo comissário britânico para a Informação, “o Governo vai divulgar mais de 100 cartas e memorandos, escritos por ministros e por membros da Casa Real durante as negociações sobre as subvenções públicas concedidas à Rainha para gastos de manutenção dos seus palácios.” Veio a lume que a Família Real gastou, este ano, mais do que o equivalente a 46,5 milhões de euros do erário público, um aumento de 1,7 milhões de euros em relação a 2008. Só 281.600 euros foram gastos a redecorar “o alojamento universitário da princesa Beatriz” [filha do príncipe André e de Sara Ferguson]. O The Independent, que há três anos vem fazendo campanha para que seja tornada pública a correspondência, revela igualmente que os “cómodos da Rainha estão num estado lastimável… A princesa Ana escapou por pouco, quando pedaços de alvenaria solta se destacaram do telhado do Palácio de Buckingham.”
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.