Knox, vítima ou culpada?
Culpada de facto? O processo contra Amanda Knox, a estudante norte-americana condenado pela morte da colega de quarto inglesa, Meredith Kercher, na cidade italiana de Perugia, divide a opinião pública dos países envolvidos. No The Guardian, o escritor de policiais norte-americano Douglas Preston não tem dúvidas: ela é a mais recente vítima de Giuliano Mignini, um controverso promotor de justiça, já sob investigação por suspeita de abusos no caso de um assassínio em série, em Florença nos anos 1980. Depois de uma apressada declaração de que Amanda Knox e o namorado eram os assassinos apareceram provas que apontavam noutras direcções. “De repente, parecia que as autoridades podiam ter cometido um erro terrível”, escreve Preston no jornal britânico. Mas Mignini não recuou. Como disse a Preston uma pessoa bem colocada: “Esta sentença não tem nada a ver com os factos. […] Com a condenação, todos ‘salvaram a face'".
Para satisfazer a opinião pública norte-americana, Amanda será provavelmente libertada após recurso, embora tenha que passar mais dois anos na cadeia. “Mas isso é uma ninharia, comparada com a carreira de tanta gente importante”, escreve Preston. Entretanto, a cobertura britânica e norte-americana do caso foi considerada ultrajante em Itália e sentida como intrometida e desrespeitadora das instituições italianas. Como escreveu o jornalista Alexander Still no La Repubblica, a “nacionalidade e os pontos de vista contam” – os ingleses querem um bode expiatório para o assassínio de uma compatriota, e Amanda Knox, retratada como “uma mulher-diabo devoradora de homens e consumidora de drogas” é “material perfeito para os tablóides”. Para os norte-americanos, por seu lado, a Amanda de cara de bebé, uma inocente jovem americana na velha Europa corrompida, “é um personagem com que é fácil identificar-se”. Contudo, não haveria uma tal onda de simpatia se os argumentos contra ela fossem sólidos, ressalva Stille. “Nos EUA, a culpa tem de ser provada ‘para lá de qualquer dúvida razoável’ e, neste caso, há mesmo muito do que duvidar. Eu não apostaria 100 euros na fiabilidade da justiça italiana”.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.