Holanda a braços com a febre Q
Uma nova calamidade, a febre Q ou de Queensland, começa a fazer razias nas criações de gado holandesas: todas as cabras e as ovelhas grávidas “não vacinadas”, doentes ou não, serão abatidas nas próximas semanas, anuncia o NRC Handelsblad. Presente no país desde 2007, a doença provoca abortos aos animais atingidos e é muito contagiosa no momento do parto, tanto para os animais como para os seres humanos. Seis pessoas morreram já em 2009, explica o jornal. A medida "vai fazer reviver o traumatismo causado pelo abate de 10 milhões de porcos, em 1997 e 1998, aquando da epidemia de febre aftosa", prevê o NRC. O jornal considera que, se o Governo tivesse tomado medidas adequadas de despistagem e luta contra a propagação [do vírus rickettsia Coxiella burnetti] logo em 2007, podia hoje evitar-se um "massacre".
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.