Não adoeça no Reino Unido
"Grã-Bretanha, o doente da Europa", lê-se na primeira página do Daily Mail. Num artigo acompanhado por uma fotografia de um praticante de jogging, de cabelo grisalho, agarrado ao peito, em agonia cardíaca, este diário britânico revela que, "na Grã-Bretanha, as vítimas de cancro e de ataque cardíaco têm mais probabilidades de morrer do que em qualquer outra parte do mundo desenvolvido". Segundo um relatório publicado pela OCDE, a Grã-Bretanha "está atrás da República Checa e da Polónia na liga internacional das estatísticas de saúde". Para o Daily Mail, este é o maior dos insultos, uma vez que aqueles dois "antigos países comunistas" gastam apenas "uma fracção dos milhares de milhões injectados no NHS (Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido)". O ministro britânico da Saúde, Andy Burnham, afirma, num tom de certo modo optimista, que se têm registado "enormes progressos" noutras áreas – ou seja, os números relativos à enfermagem são mais elevados do que os de França.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.