Os turistas da saúde vão ter de esperar
"Os cidadãos de um Estado-membro só serão reembolsados pela assistência médica prestada no país onde residem", anuncia o Adevărul na sua edição espanhola. Os ministros da Saúde dos 27 não chegaram a acordo sobre o projecto de directiva relativo à assistência transfronteiriça – a possibilidade de receberem assistência médica num país à sua escolha, apoiado pela França, Suécia e Reino Unido – devido, especialmente, à oposição da Espanha, que conseguiu o apoio de diversos países, nomeadamente da Roménia e Polónia.
A ministra espanhola da Saúde, Trinidad Jiménez, declarou ao El País que o projecto "faz perigar o sistema público de saúde", sendo que esta última "não é uma mercadoria" e que os custos seriam exorbitantes para países como a Espanha, onde vive um número considerável de reformados oriundos de outros Estados-membros.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.