A UE prefere a Rússia à Ucrânia
A Rússia está mais próxima de entrar para a União Europeia (UE) do que a Ucrânia, que é um país membro do Programa de Parceria Oriental da UE, desespera o Polska. Para já, a Comissão Europeia descartou recentemente a “liberalização total" do regime de vistos para cidadão ucranianos. Isto, numa altura em que a obrigatoriedade de vistos para cidadãos russos em trânsito pelo espaço Schengen vai ser suprimida – um dos resultados da cimeira UE-Rússia de 18 de Novembro.
Peritos polacos perguntam, indignados, por que motivo a UE prescinde dos vistos dos sérvios e exige vistos aos ucranianos, na medida em que um dos objectivos definidos no Programa de Parceria Oriental é o abrandamento das barreiras à circulação de pessoas. O jornal adianta que “o caos político na Ucrânia” está a deixar Bruxelas nervosa. “No triângulo Bruxelas-Moscovo-Kiev, o Kremlin ganha uma nítida vantagem", conclui o diário de Varsóvia.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.