'Main de Dieu' sai cara à Irlanda
Nicolas Sarkozy diz que “lamenta”, Le Figaro considerou-o um “assunto de Estado”, enquanto o Libération se deleitou a ilustrar toda a sua edição de sexta-feira com fotos de mãos. Está para durar a exaltação em torno do jogo de qualificação para o Mundial, na quarta-feira, no qual a França eliminou a Irlanda com um flagrante passe de andebol de Thierry Henry. The Irish Independent apareceu esta manhã com notícia de que a FAI, a associação irlandesa de futebol, tinha apelado à FIFA para repetir o jogo, apoiada pelo Taoiseach (primeiro-ministro) Brian Cowen e alguns dos ministros, desejosos de restaurar alguma autoridade moral no seu Governo profundamente impopular. Contudo, um pouco mais tarde, os dirigentes da FIFA , rejeitaram o pedido da FAI, apoiando o fustigado árbitro sueco que, ao contrário do resto do planeta, não viu a manigância de Henry. Entretanto, num fino esforço de hipérbole, o editorial de The Irish Independent descarrega o ónus dos infortúnios económicos da Irlanda sobre o craque do Barcelona. “O perdão da FIFA à batota realizada pelo capitão francês custou caro a este país, talvez vários milhares de milhões, em termos económicos”, declara, a espumar de raiva.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.