O pânico é pior que a gripe
Os Países Baixos foram assolados por uma "vaga de angústia" e de cepticismo em relação à vacinação contra a gripe A (H1N1), anuncia o De Volkskrant. O diário neerlandês relata que foram criadas associações contra a vacinação e que "os media, os políticos e os epidemiologistas recebem uma torrente incessante de mensagens de correio electrónico" de cidadãos preocupados com a alegada toxicidade da vacina. Em causa estão sobretudo o tiomersal e o polissorbato 80, dois dos seus componentes, suspeitos de causar sequelas cerebrais e infertilidade, acusações que são desmentidas pelos cientistas. Esta confusão é alimentada pela proliferação de teorias delirantes que circulam na Internet, adianta o mesmo diário. Algumas dizem que a vacina contém micropastilhas capazes de reduzir os cidadãos à escravatura, outras desconfiam que a Organização Mundial de Saúde faz parte de uma organização criminosa que quer dizimar a população.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.