Conferência sobre o clima não muito COP
A recessão financeira global não o conseguiu e a actual perspectiva de um cataclismo ambiental iminente não consegue reunir o consenso dos mais poderosos. Num ano marcado por reuniões globais do tipo G7 e G20, a Conferência de Copenhaga sobre o Clima, a realizar no próximo mês de Dezembro, parece destinada a ser chão que já deu uvas. Na primeira página, o Independent refere que, com países como os EUA, Canadá e Rússia, relutantes em aceitar a redução de emissões e o financiamento aos países em vias de desenvolvimento, o Reino Unido decidiu renegociar com os representantes declarando “não haver qualquer hipótese de assinatura de um tratado legalmente vinculativo sobre alterações climáticas”. “A posição das principais potências mundiais é tão discrepante que será preciso mais um ano, no mínimo”, adianta o diário londrino, após dois anos durante os quais 10 mil funcionários de 192 países trabalharam para cumprir o prazo de Copenhaga.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.