Vade retro crucifixo
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou ontem que os crucifixos pendurados nas salas de aula italianas constituem uma violação à liberdade religiosa. Esta decisão provocou a ira dos católicos italianos. O La Repubblica relata que o Vaticano criticou veemente esta "decisão ideológica de vistas curtas”, e o Governo de Silvio Berlusconi anunciou que tenciona apresentar recurso. Também o líder da oposição, Pierluigi Bersani, novo secretário do Partido Democrático, afirmou que uma "velha tradição como o crucifixo não ofende ninguém. Por vezes, o bom senso acaba por ser vítima do direito".
Outro jornal italiano, o Corriere della Sera considera esta "caça aos símbolos” tão detestável como a proibição do uso do véu nos estabelecimentos de ensino franceses. No editorial do La Stampa, Michele Ainis observa que "não existe nenhuma lei da República Italiana que prescreva o crucifixo para as escolas", argumentando que a sua presença é um vestígio da era fascista, sintomático da crescente deferência do Estado para com a Igreja.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.