Bruxelas reestrutura bancos
"A ING vende a Nationale Nederlanden [filial de seguros]", é a notícia de primeira página do NRC Handelsblad, que acrescenta que o banco flamengo vai encetar uma "reestruturação profunda, por pressão da Comissão Europeia". O ING, que teve a iniciativa de diversificar a sua actividade a partir de finais de 2008, põe à venda um terço das suas actividades: as secções de seguros e gestão de activos e o balcão americano do Banco Online ING Directo, cujos maus investimentos obrigaram o ING a solicitar ajuda financeira ao Estado neerlandês no final de 2008. O encerramento do ING Directo "foi uma exigência de Bruxelas", adianta o diário. O ING, com um modelo económico – banco e seguradora – pioneiro, terá de pagar metade dos 10 milhões de euros de apoio recebido até final do ano.
Para o diário económico francês Les Echos este desmantelamento testemunha o facto de Bruxelas estar determinada em conseguir dos bancos reestruturações significativas que possam salvaguardar a posição dos clientes. "A mensagem é clara: nunca mais haverá um cenário de ‘business as usual’ para os operadores que beneficiaram de todo o tipo de apoio no auge da crise", comenta o jornal económico.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.