Saramago não é fã da Bíblia
José Saramago voltou a dar que falar. O seu mais recente livro, “Caim”, acendeu um rastilho de protestos. Um membro do Parlamento Europeu chegou mesmo a exigir que o galardoado do prémio Nobel perdesse a sua cidadania portuguesa. “O mais controverso dos escritores portugueses”, mostrou-se surpreendido com as reacções ultrajadas dos católicos, “porque eles não lêem a Bíblia”, escreveu o Diário de Notícias. Em conferência de imprensa, Saramago declarou que a sua única conclusão sobre esta controvérsia é que “na igreja ninguém toca”. Após ter defendido que “o Deus da Bíblia não é de fiar” e que a “Bíblia é um rosário de incongruências”, disse esperar que o livro seja tratado como “uma obra literária” e que os protestos religiosos não degenerem “em insultos ao autor”.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.