O Vaticano reabilita Marx
Karl Marx, que cunhou a frase “a religião é o ópio do povo”, até deve ter dado uma volta na campa, no cemitério de Highgate, em Londres, com a notícia do apoio do Vaticano às suas teorias. De acordo com o The Times, L’Osservatore Romano, o jornal oficial do Vaticano, declarou “que as primeiras críticas de Karl Marx ao capitalismo realçaram a alienação social sentida pela maior parte da humanidade que, então como agora, continua a ser excluída do processo de decisão político e económico”. Marx, autor de Manifesto Comunista, falecido em 1883, integra uma lista crescente de figuras históricas excomungadas pela Igreja Católica, como foi o caso de Galileu Galilei, Charles Darwin e, mais recentemente, Oscar Wilde. O jornal, sujeito a aprovação papal, acrescenta que a obra de Marx se mostra especialmente importante nos dias de hoje visto que os homens aspiram a “uma nova harmonia” entre as suas necessidades e o ambiente natural. Nota, contudo, que “nada destruiu tanto os interesses do filósofo Karl Marx como o Marxismo”.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.