A decepção Yushchenko
O Presidente ucraniano Victor Yushchenko diz adeus a Bruxelas, titula o Dziennik Gazeta Prawna. Até há algum tempo, Yushchenko era visto como alguém que fomentaria laços mais estreitos entre a Ucrânia e o Ocidente. "Contudo, quatro anos mais tarde, a política de Yushchenko revelou-se um grande desapontamento. O alinhamento com a UE não avançou um centímetro desde a Revolução Laranja", salienta o diário de Varsóvia.
Quando Yushchenko assumiu a presidência, falou-se da adesão da Ucrânia à UE. Em Fevereiro de 2005, Bruxelas e Kiev assinaram o chamado Plano de Acção, que deveria criar uma zona de comércio livre entre a UE e a Ucrânia. Mas as elites ucranianas, divididas em campos opostos, envolveram-se em conflitos constantes. "Hoje, é realmente difícil perceber quem é responsável pela política europeia", comentou um funcionário comunitário que pediu o anonimato. No entanto, a Ucrânia não é a única culpada pela falta de progressos em relação à UE. O Dziennik GP sublinha que "muitos países europeus, e em especial a França, não escondem a sua antipatia pelas ambições europeias da Ucrânia".
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.