Não aos Europigmeus, sim a um Euroblair
"Incompreensível", "razoavelmente inútil", "deliberadamente obscuro" – os editoriais do Economist nunca foram muito pródigos em elogios ao Tratado de Lisboa. No entanto, o editorial de hoje marca uma nova abordagem ao controverso documento, aprovado no passado fim-de-semana, na Irlanda. O conteúdo do Tratado, salienta, não é "inteiramente mau". Ao identificar algumas das tarefas urgentes do pós ratificação, o Economist começa por referir "o fraco desempenho económico da Europa", defendendo a necessidade de reformas no sentido de liberalização e da redução do papel do Estado, para enfrentar a China e os Estados Unidos e, também, para preservar o mercado único – "a maior conquista da Europa". Contudo, o projecto europeu "passou demasiados dos seus primeiros 50 anos a olhar para dentro". No período pós-Lisboa, deverá manter-se fiel à sua "política externa até agora melhor sucedida: o seu próprio alargamento" e escolher "personalidades sólidas" para os cargos de Presidente da UE e de Alto Representante para a política externa. Para o primeiro cargo, defende o editorial, a União Europeia precisa de uma figura com prestígio e não dos "habituais europigmeus". Não apoiar uma figura como Tony Blair indicaria ao mundo "que [a UE] voltou a adormecer".
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.