Os últimos dias do socialismo
“Um espectro está a assombrar a Europa – o do lento colapso do socialismo.” Começa assim o artigo de primeira página do International Herald Tribune de hoje. Dois dias após o SPD da Alemanha ter sofrido uma “derrota violenta” nas eleições deste fim-de-semana, o veterano diário americano ressuscita o debate sobre se a esquerda europeia está ou não morta. “Onde a esquerda detém o poder, como em Espanha ou no Reino Unido, está na mira de ataque. Onde está fora do poder, como em França, na Itália e agora na Alemanha, está dividida e desatenta.” Isto é ainda mais irónico numa altura em que o mundo está no meio "de um dos maiores desafios ao capitalismo dos últimos 75 anos, envolvendo o colapso do sistema financeiro”. As razões que aponta para aquele declínio prendem-se com a recente adopção pelo centro-direita de ideias tradicionalmente social-democratas – “apoios sociais generosos, cuidados médicos nacionalizados, limitações apertadas das emissões de carbono, cedência de alguma soberania à União Europeia”. Tony Judt, do nova-iorquino Instituto Remarque, fala nestes termos sobre as questões europeias: “Não creio que o socialismo na Europa tenha futuro. E, dado que é uma peça nuclear na constituição do consenso democrático europeu, trata-se de uma constatação péssima".
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.