Se há uma ideia europeia que se tornou realidade e que diz respeito à vida de todos os cidadãos da União Europeia, foi a da mobilidade. A construção europeia traduz-se sobretudo na possibilidade de todos os cidadãos se deslocarem, viajarem, trabalharem e viverem juntos, em plena liberdade e sem barreiras. Sem isso, que aconteceria ao turismo tal como o conhecemos hoje e aos voos de baixo custo? E à perspectiva, de tantos europeus de Leste, poderem ir trabalhar noutros países, vinte anos apenas após a queda dos regimes comunistas? Ou às bolsas do Erasmus , que permitem aos jovens estudantes viverem novas experiências nos países da UE? Nada disto existiria, se a União Europeia não o tivesse tornado possível.
No entanto, não podemos esquecer que, fora das nossas fronteiras, existe uma realidade diferente, que leva as pessoas a lutar por aceder ao sonho europeu e a todas as vantagens que este inclui, em especial o enorme privilégio que a liberdade de circulação constitui. Neste Verão de 2009, como em tantos outros Verões anteriores, voltámos a ver atracar nas nossas costas embarcações improvisadas carregadas de migrantes, que fugiam à guerra e à miséria. A imigração também é uma realidade tangível do quotidiano dos europeus. Apesar disso, até agora, a resposta da União Europeia tem sido tímida e fragmentada. Contudo, deveria impor-se uma visão comum , marcada pela solidariedade para com os países – Espanha, Itália, Malta, Grécia – que enfrentam esse afluxo de imigrantes vindos da margem sul do Mediterrâneo. A Presidência sueca está empenhada nisso. Ficamos à espera. S.C.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.