Mais uma vez, a Europa olha com apreensão para o seu vizinho russo. Mais uma vez, a atitude deste não deixa ninguém descansado. Apesar de não haver dúvidas quanto à causa natural dos incêndios florestais que assolam a região oeste da Rússia – o país regista um calor sem precedentes – a gestão feita pelas autoridades russas levanta uma série de questões, nomeadamente sobre a verdadeira extensão dos fogos, sobre os riscos associados à presença de locais "sensíveis" nas zonas afetadas e sobre as medidas tomadas para o solucionar, bem como sobre as razões que levaram Moscovo a não pedir ajuda europeia.
Esta falta de transparência e esta inércia fazem pensar nos piores defeitos da época soviética. À semelhança do naufrágio do submarino Koursk, há dez anos, que revelou a incapacidade de as autoridades russas enfrentarem catástrofes, a atitude de hoje mostra que, a este respeito, as coisas evoluíram pouco. Como é possível acreditar nas autoridades russas quando estas asseguram que a radioatividade não aumentou com a contaminação de quatro mil hectares de floresta por causa do acidente de Chernobyl? Como é possível acreditar também quando, por ocasião das recentes conversações com o Alto Representante para a Política Externa da União Europeia, que testemunhou a solidariedade dos europeus e ofereceu a ajuda da UE, o chefe da diplomacia russa tenha omitido informação sobre o lançamento de mísseis S-300 na Abcásia, situação que iria ser anunciada alguns minutos mais tarde?
Sem entrar na paranóia dos antigos países-satélite da ex-URSS, a UE deveria dar mais provas de firmeza e segurança nas relações com Moscovo. Uma cooperação sólida com a Rússia só pode assentar na confiança e no respeito mútuo. Gian Paolo Accardo
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.