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Embaixador do México em Portugal

"Crise e gripe A são ameaças globais"

publicado a Setembro 24 2009   |  

No início da década de 1970, Mauricio Toussaint tinha menos de 20 anos e muita vontade de conhecer o mundo. Viajou para Espanha com colegas da Universidade Nacional Autónoma do México, onde cursava Ciência Política, e o acaso de uma imprevista greve de professores fê-lo prolongar a estada na Europa e rumar a Portugal. Acresce que um dos companheiros de viagem tinha um familiar em Cascais, cuja residência foi utilizada como albergue pelo grupo de jovens que, no final de uma viagem pelo país vizinho, já estava quase falido.

Numa conversa com o EXPRESSO, contou: "Entrámos pelo Norte (pela Beira), e corremos o país quase todo, quase sempre à boleia. Estive em Viseu, passei mais de uma semana na Nazaré... mas a ideia que guardei do Portugal desse tempo foi a de um país muito pobre, completamente diferente daquele onde estou a viver. Da primeira vez que cá estive, havia a Ponte Salazar e mais dez quilómetros de auto-estrada para cada lado da ponte...” No cenário desse Portugal que se despedia da ditadura, Mauricio e os amigos constataram que as roupas que usavam eram “muito fashion” e cobiçadas pelos jovens com quem se cruzavam. Falidos como estavam, decidiram vender uma boa parte do vestuário e continuar viagem.

Mauricio começou a colaborar profissionalmente com o Governo Federal muito cedo na área da energia. Como ele próprio diz, é um homem da “diplomacia petroleira”, por ser um especialista no sector energético.
Visitou Portugal em 2001, como secretário-geral do ministério das Relações Exteriores do México: “Nunca me esquecerei dessa visita. Estava cá no dia em que caíram as Torres gémeas...”

Neste momento, está empenhado na Cimeira Ibero-Americana que se vai realizar em Portugal no final do ano. “Vão estar em cima da mesa temas como a inovação, o conhecimento, e é óbvio que a crise não vai escapar”. Todos os países andam à procura de um caminho seguro para sair da crise e o México também. Até porque foi o ‘berço’ dos primeiros casos de gripe A, e esse facto acabou por afectar os fluxos turísticos que são uma receita com alguma importância para o país.

“Tanto a crise como a gripe provam que as ameaças são globais, que os assuntos têm de ser discutidos a nível global”. Daí a importância dos fóruns internacionais: “Todos juntos temos de desenvolver uma estratégia para ultrapassar a crise. E o México, por exemplo, é um país cuja economia depende em quase 80% dos EUA... embora seja o segundo parceiro de Portugal na América Latina.”
 

Manuela Goucha Soares

 

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"Crise e gripe A são ameaças globais"

No início da década de 1970, Mauricio Toussaint tinha menos de 20 anos e muita vontade de conhecer o mundo. Viajou para Espanha com colegas da Universidade Nacional Autónoma do México, onde cursava Ciência Política, e o acaso de uma imprevista greve de professores fê-lo prolongar a estada na Europa e rumar a Portugal.

URSS não gostava de Peter Pan

 Os ucranianos, em Portugal, são a segunda maior comunidade migrante, com 53 mil pessoas cuja situação está legalizada, e vêm sobretudo da Ucrânia ocidental. Pouco depois de este país ter comemorado 18 anos de independência [24 de Agosto, o EXPRESSO falou com o embaixador da Ucrânia em Portugal, Rostyslav Tronenko, um homem que nasceu num país que se diluiu quando ele já  tinha 29 anos Peter Pan, um dos mais famosos filmes de animação da Disney, aos 47.