Bernard Guetta
Bernard Guetta, jornalista francês, nasceu em 1951 e é considerado um dos maiores especialistas em política internacional do seu país. Depois de se estrear no Nouvel Observateur, foi correspondente do Monde, em Varsóvia, Washington e Moscovo nos anos 1980. Faz hoje uma crónica diária na rádio France Inter e uma semanal no Libération.
Atualizado: 5 novembro 2010
Qualquer que seja o locatário da Casa Branca nos próximos quatro anos, a Europa tem de aceitar um facto: já não é uma prioridade estratégica para os Estados Unidos. Portanto, a Europa deve reforçar a sua defesa comum e conduzir uma diplomacia decidida relativamente à Rússia e ao Mediterrâneo, garante um editorialista francês.
União bancária, estímulo ao investimento, desenvolvimento da união política e económica… A cimeira dos dias 28 e 29 de junho deveria voltar a dar fôlego à Europa, estima o colunista Bernard Guetta. Pena que os seus atores pareçam mais contabilistas a gerar a urgência do que visionários.
Ao aceitarem, na cimeira extraordinária de 23 de maio, discutir questões como investimentos comuns e as euro-obrigações, os Vinte e Sete conseguiram finalmente ultrapassar a oposição entre países "virtuosos" e países "gastadores" e deram um passo no sentido da integração económica.
Envolvidos na Líbia, os europeus descobrem que não dispõem de meios à altura das suas ambições. E, sem meios militares, a Europa está condenada a não ter uma diplomacia credível, numa região que para si é estratégica. Eis o motivo por que os países europeus devem unir os seus programas de Defesa.
Governo europeu orientado para a direita, por um lado; "shadow cabinet" constituído por oposições de esquerda, por outro: a crise económica e financeira estabeleceu, a pouco e pouco, as bases de uma democracia à escala da UE, escreve o editorialista francês Bernard Guetta.
A nova extrema-direita europeia, que se está a organizar à escala continental, exercendo um peso cada vez maior sobre os governos nacionais, pode transformar em breve o funcionamento da União, previne o cronista francês Bernard Guetta.