Moisés Naim
Escritor e cronista de origem venezuelana, Moisés Naim nasceu em 1952 e é, desde 1996, chefe de redacção do mensário americano Foreign Policy. Escreve uma crónica semanal sobre assuntos internacionais no diário espanhol El País e colabora regularmente com os jornais Financial Times, The New York Times, Corriere della Sera, Le Monde, Berliner Zeitung e outras publicações de envergadura mundial. É autor de vários livros, entre os quais o livro negro da economia mundial [Ilícito – O Ataque da Pirataria, da Lavagem do Dinheiro e do Tráfico à Economia Global, na edição brasileira], já traduzido em 14 línguas.
A crise do euro e as eternas divisões políticas entre europeus reduziram a importância do Velho Continente na cena internacional. É preciso reagir, escreve o cronista Moisés Naim, porque as alternativas – hegemonia americana, comunismo chinês ou autoritarismo russo – não são melhores.
Depois de definitivamente ratificado, o Tratado de Lisboa deverá dar à UE os meios para concretizar as suas ambições políticas e económicas. Falta apenas que tenha a coragem de correr riscos, adverte Moisés Naím, chefe de redacção do mensário americano Foreign Policy, que coloca igualmente a pergunta: deverá a Europa ser um museu ou um laboratório.