Na cimeira das principais economias mundiais, que se realiza nos dias 26 e 27 de junho, em Toronto, a França e a Alemanha querem ser os portadores das propostas europeias sobre a regulamentação dos bancos. Mas ao ameaçarem caminhar sozinhos, arriscam-se ao isolamento, demonstra o Público em quatro pontos.

1 – A China percebeu que deveria dar sinais de boa vontade em relação à sua moeda antes da reunião do G20 em Toronto, no final desta semana. É o resultado da pressão dos Estados Unidos e é também o resultado do seu próprio interesse. Com a economia a aquecer perigosamente e com as greves e os protestos nas fábricas a transformarem-se em notícia quotidiana, a China sabe que tem de deixar crescer mais o consumo interno e apoiar-se um pouco menos nas exportações. Ao deixar a sua moeda flutuar, ainda que entre margens estreitas, beneficia-se a si própria, beneficia a economia mundial e faz uma excelente operação de “market” para o G20. O mesmo não parece ser a intenção da Europa, que, curiosamente, parece que não aprendeu nada com o fracasso de Copenhaga, a sua maior humilhação internacional e a prova mais evidente de que se arrisca a pesar cada vez menos à mesa dos grandes atores globais. Escrevia recentemente o Monde que as medidas propostas pela chanceler alemã e pelo Presidente francês para o G20 não passam de mero populismo. A crítica é dura, parece injusta, mas, vendo bem as coisas, é bastante verdadeira. Leia a versão integral do artigo no Público.