Opinião
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Indústria têxtil: Somos igualmente responsáveis pelos trabalhadores do Bangladesh
3 maio 2013144294 NRC Handelsblad Amesterdão -
Holanda: Livrem-se do Rei. Contratem um ator
30 abril 201326340 The New York Times Nova Iorque -
Espanha: Seis milhões de razões para outra política
26 abril 2013611226 El Periódico de Catalunya Barcelona -
Crise do euro: Austeridade, uma estratégia falhada
24 abril 2013977131 Süddeutsche Zeitung Munique -
Austeridade: O que está a fazer, senhor Rehn?
22 abril 2013241137 El País Madrid -
Debate: O coração da Europa
18 abril 2013424155 El País Madrid -
Democracia: Por uma República Europeia
5 abril 20131255299 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Debate: Um “Império latino” contra a híper potência alemã
26 março 20133093491 Libération Paris -
Chipre: Os culpados são sempre os outros
21 março 2013301128 Frankfurter Rundschau Frankfurt -
Instituições europeias: Grandes ideias e lugares-comuns
15 março 201318525 Revue Politika Brno -
Debate: A Europa perdeu os seus cidadãos
11 março 201380698 El País Madrid -
República Checa: Adeus ao desordeiro da Europa Václav Klaus
7 março 20139317 Hospodářské noviny Praga -
Espanha: Poderá o efeito Grillo propagar-se?
5 março 201317319 El País Madrid -
Reino Unido: Londres também perde o seu triplo A
25 fevereiro 20135216 The Times Londres -
Chipre: Chegou a hora de agir!
25 fevereiro 201322 O Phileleftheros Nicósia -
Guerra no Mali: A mão invisível da Europa
18 janeiro 201318523 La Tribune Paris -
Reino Unido: Europa perplexa perante a relutância britânica
17 janeiro 2013190180 I Kathimerini Atenas -
UE-Mali: Guerra põe à prova Europa da defesa
16 janeiro 201348865 Süddeutsche Zeitung Munique -
Social: São Precário, o novo patrono da Europa
15 janeiro 201385817 NRC Handelsblad Amesterdão -
Reino Unido: Ilusões perdidas sobre a Europa
14 janeiro 201310724 Financial Times Londres -
Reino Unido: Que se levantem os europeístas, por favor!
14 janeiro 201310468 The Guardian Londres -
República Checa-Eslováquia: O futuro promissor que a Checoslováquia poderia ter tido
7 janeiro 2013154165 Respekt Praga -
Democracia: Envolver os cidadãos na Europa
4 janeiro 201353898 Project Syndicate Praga -
Dinamarca: Empenhemo-nos verdadeiramente na Europa!
4 janeiro 201310772 Berlingske Copenhaga -
Quiz do Ano Novo: Quarenta ratoeiras sobre a Europa
31 dezembro 201284955 Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung Frankfurt -
União Europeia: A Europa estará louca?
18 dezembro 201238028 Dagens Nyheter Estocolmo -
Polónia: Filhos – é tão século XX!
17 dezembro 201234854 Polityka Varsóvia -
União Europeia: A quimera da união bancária
12 dezembro 201212115 Polityka Varsóvia -
União Europeia: As fronteiras desaparecidas merecem o Nobel
10 dezembro 201242031 El País Madrid -
Prémio Nobel da Paz: Uma distinção demasiado indulgente
10 dezembro 201213116 Slate Afrique Paris -
Regiões: Os separatismos fazem regressar a Europa à Idade Média
3 dezembro 2012116078 24 Chassa Sófia -
Jovens: Criemos um Erasmus do emprego!
29 novembro 201287065 Les Echos Paris -
Orçamento da UE: Livrem-se da PAC
27 novembro 201237338 The Guardian Londres -
Orçamento da UE: Maxidespesas para ganhos mínimos
22 novembro 20126681 Der Standard Viena -
Eleições na Catalunha: Um perigoso salto para o desconhecido
21 novembro 20127841 El País Madrid -
França: As elites recusam-se a enfrentar a realidade
20 novembro 201234983 Die Welt Berlim -
UE-Quotas de mulheres: Bruxelas demonstra dirigismo moral
15 novembro 2012556 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Alemanha: Adeus euro, olá recessão
14 novembro 201258798 Die Zeit Hamburgo -
Grécia: Por que publiquei a lista Lagarde
31 outubro 2012156590 The Guardian Londres -
Debate: Uma Europa federal que dê sentido à nossa existência
29 outubro 201230544 Corriere della Sera Milão -
Grécia: Os anti-Merkel imbecis e maus
10 outubro 2012261120 Coulisses de Bruxelles Bruxelas -
Grécia-Alemanha: Devia ter sido mais cedo, Angela
10 outubro 201213722 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Crise do euro: MEE, uma máquina de fazer dívida
9 outubro 201223940 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Debate: Europa não atrai os franceses
8 outubro 201210480 La Tribune Paris -
Energia nuclear: As centrais estão ultrapassadas, fechemo-las!
5 outubro 201217624 Frankfurter Rundschau Frankfurt -
Crise do euro: A reunificação alemã é o nosso pecado original
3 outubro 2012595153 Der Spiegel Hamburgo -
Debate: A sátira já não apela à reflexão
28 setembro 20128915 Süddeutsche Zeitung Munique -
República Checa: É tempo de beber com moderação
26 setembro 20124411 Hospodářské noviny Praga -
Debate: “Mais Europa”, mais treta
10 setembro 201218638 Público Lisboa -
Debate: A Europa federal é uma quimera
31 agosto 2012212182 La Repubblica Roma
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A morte de mais de 400 pessoas numa fábrica de confecções do Bangladesh volta a evidenciar as péssimas condições das fábricas onde os empresários ocidentais confeccionam os seus produtos. A União Europeia tem razão em pressionar as autoridades locais, mas deve também estar atenta à situação noutros países.
A 30 de abril, a Rainha Beatriz da Holanda abdicou a favor do seu filho Willem-Alexander. Uma vez que a monarquia não tem poder político e custa muito dinheiro, o autor Arnon Grunberg propõe que a família real seja substituída por atores profissionais, que farão o mesmo trabalho pesando muito menos no dinheiro dos contribuintes.
Neste momento, há mais de seis milhões de desempregados em Espanha. Um desastre económico e social que se agrava, apesar da terapia de choque aplicada pelo Governo e ao nível europeu. Até onde será preciso mergulhar mais na crise, antes de se tentar outra política?, pergunta “El Periódico”.
“A política de austeridade atingiu o seu limite”, afirmou José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia. Foi a primeira vez que Bruxelas pôs essa política em causa. Está na hora de perceber que uma via única para países tão diferentes não resulta, comenta o “Süddeutsche Zeitung”.
Disciplina e cortes orçamentais: o remédio prescrito para a zona euro desde o início da crise já não reúne a unanimidade, inclusive entre aqueles que o aplicam. Infelizmente, os eleitores não podem decidir este debate entre os responsáveis não eleitos, o primeiro dos quais é o comissário europeu para os Assuntos Orçamentais.
A crise acentuou os egoísmos nacionais nos países da UE, abandonando o projeto cooperativo em que se baseia a construção europeia. E, afastando uma divisão irracional entre o Norte e o Sul, que pode levar a UE ao suicídio, é preciso recuperar a coesão e a interdependência, defende uma filósofa espanhola.
Sejam dirigentes políticos ou simples cidadãos, os pragmáticos não conseguiram construir uma União Europeia próspera e democrática. É, pois, altura de dar lugar aos sonhadores, que são hoje os verdadeiros realistas, garantem a politóloga Ulrich Guerot e o escritor Robert Menasse.
O filósofo italiano Giorgio Agamben propõe relançar a ideia de uma união entre os países do Sul da Europa elaborada por Alexandre Kojève em 1945. Poderiam assim contrabalançar o peso preponderante adquirido pela Alemanha no seio da UE.
Bancos gananciosos, a UE e Angela Merkel: a busca de responsáveis pela crise no Chipre acompanha as clivagens da crise do euro. Mas, se cada um é responsável pelos erros da sociedade, então os cipriotas devem sacrificar parte das suas economias, defende um colunista alemão.
A União Europeia produz todos os anos milhares de páginas de relatórios, discursos e legislação. Todos esses textos, que devem traduzir o projeto europeu, têm uma coisa em comum: uma linguagem pomposa e deslocada, digna de um regime dogmático, lamenta um analista político checo.
Os últimos números do Eurobarómetro mostram claramente o que, uns após os outros, os resultados eleitorais têm sugerido: atingidos pela crise, deixaram de ter confiança na UE. Depois de se ter salvo o euro, é preciso salvar a legitimidade da UE e, se possível, antes das eleições de 2014.
O fim do mandato do Presidente checo, em 7 de março, assinala o afastamento da cena europeia de um eurocético notório e figura controversa. Mas, por trás das suas provocações, escondia-se a sua falta de verdadeira visão política.
Crise económica, exclusão dos jovens, descrédito dos partidos políticos: a situação que favoreceu o sucesso do Movimento 5 Estrelas na Itália poderá produzir os mesmos efeitos noutros países do Sul da Europa, alerta o sociólogo Enrique Gil Calvo.
Em 22 de fevereiro, o Reino Unido tornou-se a última nação europeia a perder a sua notação AAA, quando a agência de rating Moody’s reduziu a notação de crédito para Aa1. É embaraçoso para o primeiro-ministro, David Cameron, mas não um choque para os mercados, afirma “The Times”, que incentiva o Governo a prosseguir a política de austeridade.
Eleito por larga maioria a 24 de fevereiro, o novo Presidente cipriota, o conservador Nikos Anastasiades terá como principal tarefa a recuperação do país. E não tem tempo a perder, avisa o diário “Phileleftheros”.
Uma semana após o lançamento das operações contra os islamitas que controlam o Norte do Mali, as tropas francesas continuam a ser as únicas forças ocidentais no terreno. Mas os Vinte e Sete, que renunciaram a uma capacidade militar comum, estão presentes mais discretamente, noutras frentes.
Na véspera do muito aguardado discurso do primeiro-ministro britânico sobre a participação do Reino Unido na União Europeia, o correspondente em Bruxelas do diário grego I Kathimerini diz que, independentemente do que David Cameron possa dizer em Amesterdão, os britânicos já se afastaram dela.
A intervenção da França no Mali é considerada uma guerra solitária por toda a Europa. Os fracos meios oferecidos pelos seus parceiros não indicam apenas uma falta de empenho: assinalam também o fim da Europa da defesa.
No seu próximo discurso sobre a Europa, previsto para 18 de janeiro, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, tem de ter em conta o clima eurocético no interior do Partido Conservador, mas, acima de tudo, deve falar pelo país e não pelo partido e manter a Grã-Bretanha na Europa, afirma um editorial do Financial Times.
O Reino Unido arrisca-se a ser erradicado da UE por magnatas da comunicação social e políticos eurofóbicos. Os europeístas têm de perder o medo e lançar um debate objetivo sobre a permanência do Reino Unido na UE, lê-se num editorial do Guardian.
Há 20 anos, a Checoslováquia dividiu-se em dois novos países. Se a República Checa e a Eslováquia tivessem ficado juntas e transformado a antiga nação empobrecida num país multiétnico, ambas teriam hoje mais democracia, defende um colunista de dupla nacionalidade.
À beira das eleições para o Parlamento Europeu de 2014, a União Europeia devia aprender bastante com a recente campanha presidencial nos Estados Unidos, no que respeita ao envolvimento com os seus cidadãos, ao acréscimo de legitimidade e a ter mais voz no panorama internacional.
Os dinamarqueses assinalam o 40.º aniversário da sua entrada na União Europeia, avaliando as vantagens e os inconvenientes da adesão. Para não comprometer o futuro, todas as forças políticas do país deveriam associar-se e apresentar projetos audaciosos, considera o jornal Berlingske.
Há três anos que o euro está em crise, 2013 aproxima-se, e ainda têm dúvidas? O ensaísta Hans Magnus Enzensberger também. Este tonitruante mata-mouros da burocracia bruxelense teve a ideia de criar este questionário – totalmente objetivo, como é óbvio. Boa sorte!
Criada para dar uma forma política aos valores comuns dos europeus, a União Europeia, com a cumplicidade dos seus Estados-membros, acumulou poder e competências em detrimento dos interesses dos povos que devia defender, denuncia o escritor irlandês Colm Tóibín.
As polacas fazem cursos superiores e pensam em ser mães mais tarde, por vezes demasiado tarde. A Polónia está em boa posição para obter o primeiro lugar da classificação dos países onde já não se fazem filhos, escreve a cronista da "Polityka".
A atribuição do Nobel da Paz à UE deixou muitas pessoas perplexas. No entanto, realça o politólogo José Ignacio Torreblanca, uma viagem pelos vestígios da longa “guerra civil europeia” iniciada no século XX deverá ser suficiente para a justificar.
De facto, a ideia de organização europeia merece ser distinguida. Mas não era à UE de hoje, que vende armas e cria desempregados, que o Comité do Nobel devia ter concedido o prémio, considera um jornalista argelino-tunisino.
Catalães, escoceses, flamengos… Chegou a vez de a Europa Ocidental ser tentada pelas sereias do separatismo. Para o ensaísta búlgaro Ivaïlo Ditchev, a coberto da defesa da sua identidade, os novos nacionalistas entrincheiram-se, como os senhores feudais, por trás do seu bem-estar económico.
A crise deixa na beira na estrada 14 milhões de jovens europeus, sem emprego nem formação, mas ninguém fala neles nas discussões sobre o orçamento da UE. E se dedicássemos algum dinheiro para os integrar no mundo do trabalho, através da União?, propõe um consultor francês.
A Política Agrícola Comum foi um dos pontos polémicos da cimeira da UE da semana passada. Em plena crise económica, como podemos juntar-nos aos franceses e defender que se gaste €50 mil milhões numa política que beneficia os proprietários ricos e não faz nada para proteger o ambiente, escreve, encolerizado, o colunista ambientalista George Monbiot.
O tema central das eleições autonómicas catalãs do próximo dia 25 de novembro será a possibilidade de secessão de Espanha. O objetivo do presidente da Generalitat, Artur Mas, é conseguir uma maioria absoluta que legitime um referendo nesse sentido. Mas a tensão da campanha eleitoral revela que os acontecimentos podem ficar fora de controlo, anuncia, com preocupação, o escritor Javier Cercas.
Acusada de ter mantido a cabeça enterrada na areia no início da crise, a França acaba de ver o seu rating cortado pela Moody’s e torna-se assim o paciente mais preocupante da Europa. Mas a elite política francesa persiste em fechar os olhos, afirma um escritor alemão, nas colunas do diário conservador Die Welt.
O que aconteceria se a Alemanha abandonasse a zona euro? O economista Gustav Horn da fundação Hans Böckler – próxima do meio sindical – imagina as repercussões de uma saída da zona euro e o que o mais popular eurocético da Alemanha, Thilo Sarrazin, diria.
Em 2010, a chamada "lista Lagarde", que identifica mais de 2000 gregos com grandes fugas a impostos, foi entregue ao Governo grego. Mas nada foi feito. Kostas Vaxevanis, chefe de redação da revista Hot Doc, foi recentemente preso por publicá-la. Para ele, é um sintoma da corrupção que grassa na Grécia.
Para o escritor italiano Claudio Magris, o único meio para fazer face à estupefação provocada pela crise económica e política europeia é a criação de um Estado federal forte, descentralizado e respeitado.
A visita de Angela Merkel a Atenas, a 9 de outubro, deu lugar a manifestações durante as quais a chanceler foi caricaturada como Hitler. Excessos que quase raiam a estupidez e que impedem os gregos de enfrentarem as suas responsabilidades, reage um jornalista francês.
O tratado fiscal europeu vai ser votado na terça-feira, 9 de outubro, na Assembleia Nacional, depois de debates acalorados. Uma disputa que deixou clara a indigência das propostas francesas para a reforma da União Europeia e deu mais uma prova da autossatisfação e provincianismo de uma classe política excessivamente protegida em casa, na opinião de uma jornalista francesa.
Os resultados dos testes de resistência realizados pela UE fornecem mais razões do que as necessárias para encerrar os velhos reatores. Mas a Comissão não tem a coragem de seguir o exemplo da Alemanha e prefere apostar em modernizações dispendiosas, lamenta o Frankfurter Rundschau.
Nos últimos tempos, tanto a revista satírica francesa Charlie Hebdo como a sua congénere alemã Titanic têm apostado num humor que parece mais destinado a fazer falar de si do que a induzir a sociedade a refletir.
A proibição parcial que se seguiu à morte de 26 pessoas envenenadas por álcool adulterado deverá acabar em breve. Mas num país onde as liberdades muitas vezes se estendem à negligência, talvez seja boa ideia manter algumas das limitações, defende um colunista.
Os dirigentes europeus apresentam o conceito de uma maior integração como a chave para sair da crise. Mas não passam de palavras sem sentido proferidas com toda a ligeireza, insurge-se um historiador português.
Ao sabor das estratégias dos seus dirigentes, cada vez mais países, a começar pela Alemanha, abandonam o projeto federal. Mas isso deixa espaço para alternativas originais, como a de um Clube do Mediterrâneo ou de uma união latina, considera o decano da imprensa italiana.