Questões éticas
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Holanda: “Médicos: há que limitar a eutanásia nas pessoas dementes”
16 maio 2013382PresseuropDe Volkskrant -
Alemanha: O verdadeiro processo do NSU ainda não foi instaurado
7 maio 20132046 Die Welt Berlim -
Bancos: Bonificações intoleráveis
8 março 2013103536 The Guardian Londres -
Suécia: Lésbica, casada e a celebrar a missa
30 janeiro 2013392751 Libération Paris -
França: “O maremoto”
14 janeiro 2013161PresseuropLe Figaro -
República Checa-Eslováquia: O futuro promissor que a Checoslováquia poderia ter tido
7 janeiro 2013154165 Respekt Praga -
A imprensa na Europa (3/5): Os jornais não morrerão em Silicon Valley
26 dezembro 20128145 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Integração europeia: É necessário um referendo sobre o futuro da Europa
17 outubro 201227256 Il Foglio Milão -
Prémio Nobel da Paz: O apelo de Oslo à Europa
15 outubro 201261845 La Repubblica Roma -
Bélgica: Suprima-se o irritante termo
20 setembro 2012708PresseuropDe Morgen -
Democracia: Recolocar os cidadãos no seio da União
14 setembro 201247456 Gazeta Wyborcza Varsóvia -
Crise do euro: Pôr finalmente os ricos a pagar
17 agosto 201255559 Der Tagesspiegel Berlim -
Religião: Circuncisão põe à prova a nossa falta de fé
20 julho 201213934 Die Zeit Hamburgo -
Bancos: Como a Islândia apanha os responsáveis pela crise
12 julho 2012324514 Le Monde Paris -
Áustria: Será assim tão difícil realizar um referendo sobre a Europa?
10 julho 20121009 Die Presse Viena -
Crise do euro: Alemanha e Europa em direções opostas
19 junho 2012622252 Der Spiegel Hamburgo -
Caso Breivik: O mito norueguês da inocência perdida
16 abril 20121903 -
Alemanha: Günter Grass, “o eterno antissemita”
4 abril 201216925PresseuropSüddeutsche Zeitung -
Roménia: O crepúsculo dos intelectuais
29 março 201218418 Evenimentul Zilei Bucareste -
Democracia: Quem abrirá o salão virtual europeu?
27 março 201218076 Dagens Nyheter Estocolmo -
Estónia: SS, os “heróis da liberdade”
11 janeiro 2012PresseuropDie Tageszeitung -
Revista de imprensa: França-Turquia: o genocídio que irrita
23 dezembro 201112213PresseuropYeni Şafak, Milliyet, Zaman & 3 outros -
Alemanha: Habermas relança debate sobre Europa e democracia
9 novembro 20112617PresseuropFrankfurter Allgemeine Zeitung -
Eslováquia: Partido Comunista suspeito de negação de crimes
7 novembro 20113PresseuropSME -
França: A longa história de um massacre esquecido
17 outubro 201158210 Le Monde Paris -
Holanda – República Checa: As diferentes finalidades da canábis
6 outubro 20111PresseuropDe Volkskrant -
Ideias: Hamlet não pode ser federalista
28 agosto 201123017 Evenimentul Zilei Bucareste -
Memória digital: Por um motor de busca europeu
9 agosto 20112273 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Noruega: Populismo - manusear com cuidado
26 julho 20113156 Trouw Amesterdão -
Malta: Malteses podem divorciar-se a partir de outubro
26 julho 2011PresseuropThe Times of Malta -
Espanha: A guerra civil continua uma ferida aberta
18 julho 20111142 El País Madrid -
Polónia: Aborto reacende debate
8 julho 20111PresseuropNewsweek Polska -
Islândia: A primeira Constituição participativa
4 julho 201115232 Sydsvenskan Malmö -
Espanha: Os “indignado”, fogo de palha ou maremoto?
29 junho 20111571 El País Madrid -
União Europeia: Regresso à “casa” da nação
8 junho 20118224 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Europa: Não vai haver guerra às drogas
3 junho 20114PresseuropLibération -
Ficção política: Ousemos a Europa 2.0!
30 maio 20112467 Die Welt Berlim -
Reino Unido: Ministro desliza em questão sobre violação
19 maio 2011PresseuropThe Independent -
Holanda: Rabinos europeus defendem ritual de abate
13 abril 20111PresseuropDe Volkskrant -
Proibição da burqa: O Islão na Europa: um problema real
11 abril 20111752 Rzeczpospolita Varsóvia -
Opinião: Proibição da burqa é um passo em falso
11 abril 20111119 The Independent Londres -
Ideias: Declínio do Ocidente sempre controverso
15 março 20111PresseuropCourrier international -
Polónia-Alemanha: Debate sobre uma manipulação histórica
15 fevereiro 2011PresseuropGazeta Wyborcza -
Imigração: Não confundir multiculturalismo com tolerância
11 fevereiro 20112561 Spiked Londres -
Reino Unido: Duro golpe ao multiculturalismo
7 fevereiro 20112063 Presseurop -
Países bálticos: Minorias privadas da sua própria língua
6 janeiro 2011814 De Volkskrant Amesterdão -
Integração: No oitavo círculo do Inferno
3 janeiro 2011874 Die Tageszeitung Berlim -
Alemanha: Abriu o debate sobre a imigração
7 dezembro 20101PresseuropDie Tageszeitung -
Sociedade: Fumadores atiram-se a Bruxelas
6 dezembro 20103029 Revue Politika Brno -
O caso WikiLeaks: Piratas vingadores e espiões em diligência
2 dezembro 20101003511 Libération Paris
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Pouco depois de ter sido iniciado, o julgamento de cinco membros do pequeno grupo de neonazis voltou a ser adiado. Mas não é de esperar que a questão do terrorismo de extrema-direita seja plenamente esclarecida nem se deve esquecer o verdadeiro escândalo deste caso: a incompetência e a cegueira das autoridades.
Após os chocantes financiamentos de resgates de bancos europeus que não conseguiram desencadear o crescimento económico, um novo espírito está a varrer o continente. A maré virou-se contra os excessos dos executivos. A opinião pública quer vingança e os banqueiros só se podem recriminar a si mesmos, escreve um colunista britânico.
Enquanto a França se divide em relação ao casamento para todos e o Parlamento polaco acaba de rejeitar a união civil, um país parece estar acima destes debates: a Suécia. Lá, é possível ser lésbica, casada e… bispo sem causar escândalo.
Há 20 anos, a Checoslováquia dividiu-se em dois novos países. Se a República Checa e a Eslováquia tivessem ficado juntas e transformado a antiga nação empobrecida num país multiétnico, ambas teriam hoje mais democracia, defende um colunista de dupla nacionalidade.
O Nobel da Paz atribuído à Europa representa um apelo duplo: aos dirigentes europeus, para que salvem uma União danificada; aos cidadãos, para que deem provas de solidariedade, num momento em que a crise coloca em causa o modelo social europeu, escreve o filósofo alemão Jürgen Habermas.
A democracia representativa e a ideia de cidadania e solidariedade entre europeus estão mais fracas e torna-se cada vez mais difícil de ultrapassar a crise. Sem um aumento da participação dos cidadãos, a União não sobreviverá na sua forma atual, alerta um editorialista polaco.
Para fazer face à dívida soberana, os governos carregam nos impostos da classe média. No entanto, são maus investimentos feitos pelos mais ricos – banca, imobiliário, dívida soberana – que estão por trás da atual crise. Daí a ideia, que o liberal Der Tagesspiegel apoia, de pôr as grandes fortunas a entrar com dinheiro.
Desde que um tribunal alemão declarou a circuncisão de um menor uma ofensa punível, a Alemanha tem vindo a debater a liberdade religiosa. Tal como acontece com o véu ou o crucifixo, a ansiedade mostra que a sociedade alemã teme cada vez mais a religião.
Em Londres, o Barclays falsificou as taxas de juro interbancárias. Em Madrid, o Bankia manipulou as suas contas para entrar na Bolsa. Como obrigar os bancos incumpridores a prestarem contas? Na Islândia, os investigadores procuram os autores das fraudes para os levarem à justiça.
O Mecanismo de Estabilidade é parte da questão. O pacto orçamental também. As grandes decisões políticas de um país deverão ser submetidas ao voto dos cidadãos? Na Áustria, onde desde há alguns meses estão em debate a transparência e a democracia direta, a classe política não parece preparada para isso.
Numa altura em que grande parte dos políticos, a começar por Angela Merkel, e a imprensa insistem que o mundo inteiro quer apenas o seu dinheiro, vem sendo tempo de os alemães perceberem que este discurso não só é falso como também perigoso. Para a Europa e para a democracia, avisa o diretor do semanário de esquerda Der Freitag.
O julgamento do terrorista de extrema-direita iniciou-se no dia 16 de abril, em Oslo. Poucos meses depois do massacre de Utøya, que deixou o país traumatizado, um jornalista norueguês desafia o mito da inocência perdida, divulgado por esse mundo fora.
Para o escritor Mircea Cărtărescu, a sociedade romena, depois da queda do comunismo, fomentou o mau gosto, a violência psicológica, o racismo e o sexismo. Com a emergência de um novo populismo, através dos meios de comunicação social, já nem os intelectuais se conseguem fazer ouvir.
Há perto de dois séculos que um espaço de discussão virtual tem feito progredir a democracia. Contudo, hoje, falta-nos um espaço de debate comum a todos os europeus, lamenta uma editorialista sueca.
A primeira fase de aprovação de um projeto de lei que criminaliza a negação em França do genocídio arménio irritou Ancara. Se a imprensa francesa se manifesta bastante crítica em relação a esta iniciativa, as reações são menos contidas do lado turco.
Há 50 anos, cerca de 100 a 200 argelinos que se manifestavam pacificamente em Paris foram assassinados pelas forças policiais. Ocultado durante muito tempo pelo poder, este 17 de outubro de 1961 integra progressivamente a memória coletiva.
Os Estados Unidos da Europa que alguns defendem são uma quimera, incompatível com a história e a pluralidade de culturas do nosso continente, afirma o escritor romeno Mircea Cartarescu.
Não é necessário sobrecarregar a memória com informação que sabemos poder encontrar. O Google funciona segundo este velho princípio. Apesar de a revolução da Internet estar só a começar, em breve serão as nossas vidas a
alimentar o motor de busca. É preciso ter cuidado e resistir-lhe, adverte o diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.
Ainda que Anders Breivik seja o único responsável pelas atrocidades que cometeu na Noruega, foi num terreno populista que as suas ideias delirantes assentaram. Isto diz muito sobre o estado de espírito da Europa, afirma um historiador neerlandês.
Setenta e cinco anos depois do golpe de Estado anti-republicano, o Reino ainda não escreveu a história objetiva e incontestada da guerra civil. Porque uma parta da direita continua a cultivar o esquecimento selectivo.
Após o crash financeiro de 2008 e a queda do governo por pressão popular, os cidadãos islandeses continuam a sua revolução. Agora, todos os internautas são convidados a redigir a nova Constituição do país.
O movimento espontâneo de cidadãos que, desde meados de maio, enviou para a rua dezenas de milhares de pessoas vencerá e mudará os hábitos da democracia espanhola ou limitar-se-á a assumir a função de uma válvula que mostra a inquietação dos jovens?
A União Europeia era o melhor que poderia acontecer ao continente. Mas, com o tempo, transformou-se num Golem burocrático, que escapa ao controlo dos cidadãos. Para evitar que se afunde e voltar a dar-lhe alento, é preciso proceder a uma renovação, que partiria dos Estados nacionais e dos seus mecanismos democráticos.
Desenha-se uma nova Europa, em consequência da crise: no Norte, as ricas regiões industriais aliadas aos países do arco alpino; no Sul, uma confederação mediterrânica de mais de 100 milhões de habitantes. Se se reinventar segundo este esquema, a União vai portar-se melhor, escreve o sociólogo alemão Gunnar Heinsohn.
O debate sobre laicidade, organizado em França pelo partido de direita UMP, foi encarado pela comunidade muçulmana como um ataque brutal ao Islão, enquanto a esquerda o considerou uma tentativa dissimulada de favorecer os partidários da Frente Nacional. Mas nenhum debate é uma vitória para o extremismo, diz um editorialista polaco.
Usar a burqa em locais públicos é agora proibido em França. Para o Independent, a nova lei é uma arma de campanha eleitoral de um Nicolas Sarkozy que está sob fogo e irá piorar a situação dos muçulmanos na Europa.
Primeiro Merkel, depois Cameron, agora Sarkozy. Por toda a Europa, o multiculturalismo e o seu legado estão a ser objeto de violentas críticas. Mas segundo o sociólogo Frank Furedi, o multiculturalismo só divide, porque promove uma versão insípida da tolerância.
Nas três antigas repúblicas soviéticas que agora são membros da UE, as minorias russas e polacas são uma parte importante da população mas têm muito poucos direitos linguísticos. Um jornalista holandês indigna-se.
O debate sobre a integração espalhou-se célere pela Alemanha, depois de Thilo Sarrazin ter divulgado as suas teorias sobre a perda da cultura alemã causada por demasiados imigrantes muçulmanos. O escritor russo Wladimir Kaminer, ele próprio imigrante, junta-se agora à polémica, para advertir contra o perigoso hábito de dividir a sociedade em “fortes” (“produtivos") e “fracos” (“improdutivos"): goste-se ou não, diz, apoiamo-nos uns aos outros ou caímos todos ao mesmo tempo.
A Comissão Europeia prepara uma proibição geral de fumar em lugares públicos. Mas esta vontade de legislar para o bem dos europeus pode voltar-se contra ela, em nome das liberdades, considera um jurista checo.
Para o célebre romancista e intelectual Umberto Eco, o caso WikiLeaks faz ressaltar a hipocrisia que rege as relações entre os Estados, os cidadãos e a Comunicação Social e prefigura um regresso a métodos arcaicos de comunicação.