A vida a 27
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Integração europeia: Paris e Berlim jogam cartada em Bruxelas
9 fevereiro 2011552 The Times Londres -
Cooperação: Triângulo de Weimar votado ao esquecimento
8 fevereiro 2011371 Gazeta Wyborcza Varsóvia -
Zona euro: Querida, encolhi o modelo social
7 fevereiro 20112412 El País Madrid -
Crise da dívida: Berlim e Paris recuperam controlo
4 fevereiro 2011561 Le Monde Paris -
Parlamento Europeu: Liberdade de informação ameaçada
2 fevereiro 201163Presseuropeuobserver.com -
Hungria: Viktor Orbán, o kuruc dos tempos modernos
1 fevereiro 201122 Népszabadság Budapeste -
Instituições: Catherine Ashton, a mulher invisível
28 janeiro 20112612 Le Monde Paris -
Presidência da UE: Estreia caótica de Viktor Orbán
20 janeiro 2011PresseuropNépszabadság -
Dinamarca: Tratado de Lisboa vai a tribunal
12 janeiro 2011PresseuropBerlingske -
Presidência da UE: Que fazer com a Hungria?
7 janeiro 2011935 The Economist Londres -
Espaço Schengen: Paris e Berlim deixam Bucareste e Sófia à porta
22 dezembro 2010191PresseuropDnevnik -
Instituições: Está lançada a grande batalha orçamental
20 dezembro 201021PresseuropPresseurop -
Conselho Europeu: Uma cimeira da UE enevoada
16 dezembro 2010672 Süddeutsche Zeitung Munique -
Instituições: A UE tem, finalmente, orçamento para 2011
16 dezembro 2010PresseuropLa Libre Belgique -
Instituições: A “eurocracia” tira partido da crise
8 dezembro 201074 Przekrój Varsóvia -
Tratado de Lisboa: Um ano... e já está velho
1 dezembro 2010591 El País Madrid -
Fundos Estruturais da UE: A grande visão da Europa perde o foco
30 novembro 20101051 Financial Times Londres -
Instituições: O rigor para em Bruxelas
25 novembro 2010221PresseuropLe Figaro -
Crise irlandesa: Resgate com sabor amargo
22 novembro 2010741 Presseurop -
Conselho Europeu: Van Rompuy, presidente há um ano
18 novembro 2010PresseuropLe Soir -
Instituições: Parlamento perde batalha do orçamento
17 novembro 201028PresseuropPresseurop -
Crise do euro: A Irlanda deverá ser só o início
16 novembro 201034PresseuropPresseurop -
Instituições: UE sem orçamento para 2011
16 novembro 2010PresseuropPresseurop -
Política: O nosso futuro está no Leste
9 novembro 201075 Jyllands-Posten Aarhus -
Integração: Europa Federal? Acabou de acontecer.
3 novembro 20104113 The Times Londres -
Euro: Socorro, Lisboa está de volta!
29 outubro 2010831 Presseurop -
Conselho Europeu: Sarkozy e Merkel, esses obcecados pelos tratados
28 outubro 2010451 El País Madrid -
Conselho Europeu: Será Cameron capaz de controlar o orçamento da UE?
28 outubro 2010PresseuropThe Times -
Euro: A Europa precisa da sua Super-Mãe
27 outubro 2010522 Süddeutsche Zeitung Munique -
Orçamento da UE: Parlamento quer imposto europeu
21 outubro 201015PresseuropLes Echos -
Disputas fronteiriças: O ouro negro de Rockall
14 outubro 2010581 La Stampa Turim -
Integração: Europa federal, alguém quer?
12 outubro 20101383 The Independent Londres -
Instituições: Comissário europeu, um emprego dourado
6 outubro 20104291 Der Spiegel Hamburgo -
Alemanha: O peso do euro na reunificação
1 outubro 20101462 Der Spiegel Hamburgo -
Orçamento: A Holanda é o maior contribuinte líquido da UE
27 setembro 2010PresseuropDe Volkskrant -
Orçamento: Os cofres de Bruxelas estão vazios
24 setembro 2010952 Le Monde Paris -
Comissão Europeia: Dúvidas sobre antigos comissários prósperos
24 setembro 2010PresseuropDe Volkskrant -
Debate: Em que se transformou o nosso projeto europeu?
21 setembro 2010422 Adevărul Bucareste -
Ciganos: É o direito europeu que estamos a expulsar
17 setembro 2010602 La Stampa Turim -
Ciganos: Até onde irá a França?
16 setembro 201053 Libération Paris -
Comissão Europeia: Barroso falou muito, mas disse pouco
8 setembro 2010361 Presseurop -
Instituições europeias: Vinte e sete a todo o gás
1 setembro 2010PresseuropLa Voix du Luxembourg -
Opinião: A Europa traída pelos 27
27 agosto 2010881 La Stampa Turim -
Eslováquia: Bratislava prega sermão a Bruxelas
26 agosto 2010PresseuropPravda -
Diplomacia: Vantagem para os boys da velha Europa
23 agosto 2010831 Dziennik Gazeta Prawna Varsóvia -
Pacto de Estabilidade: Comissão cede à rebelião
18 agosto 2010PresseuropPúblico -
Fiscalidade: Imposto europeu: um voto piedoso
11 agosto 2010411 De Volkskrant Amesterdão -
Polícia: MIE - há razões para ficar alarmado?
29 julho 201030Presseuropeuobserver.com -
Que futuro para a Europa? / 10: Uma União Europeia multipolar
29 julho 201035 Gazeta Wyborcza Varsóvia -
Autonomia: As regiões fazem-se ouvir
26 julho 2010152 Adevărul Bucareste
O “pacto de competitividade” não é tanto uma tomada franco-alemã da UE, mas mais uma etapa em direção a uma Europa Federal, defende o colunista Anatole Kaletsky no Times. Razão pela qual o seu esboço de governação económica da zona euro não tende a aliviar os efeitos da crise financeira.
Reunidos em Varsóvia a 7 de fevereiro, dirigentes polacos, alemães e franceses acordaram em reforçar a cooperação trilateral. Era o momento indicado, escreve o Gazeta Wyborcza, para combater os receios de uma UE a duas velocidades.
Enfrentando o resto da Europa, o primeiro-ministro húngaro elogia a fibra contestatária dos seus compatriotas contra os poderes externos. Mas nem sempre funciona, como sublinha o diário Népszabadság.
Deveria ser a voz da Europa na cena internacional, a diplomata principal para todo o mundo de uma UE cheia de ambições. Infelizmente, Catherine Ashton não se faz ouvir, é quase invisível e já perdeu a confiança da maior parte dos Estados-membros.
No momento em que a Hungria assume a presidência rotativa da UE, muitos receiam que o seu Governo realize uma viragem antidemocrática. Mas haverá alguma coisa que a União Europeia possa fazer?, pergunta The Economist.
Salvar o euro: uma vez mais, a cimeira europeia que se realiza a 16 e 17 de dezembro vai decidir meios para travar a crise. Mas, em Bruxelas, instâncias de decisão e observadores não parecem já saber muito bem por onde vão.
A crise foi uma oportunidade para a União Europeia assumir certos poderes soberanos de países considerados "fracos", assegura o semanário polaco Przekroj. Uma atitude que relança o debate sobre o "défice democrático" do projeto europeu.
Mal entrou em vigor, a 1 de dezembro de 2009, o novo funcionamento da União Europeia viu-se a braços com a crise. Mas, com o tempo, escreve um editorialista espanhol, as suas vantagens serão cada vez mais visíveis.
Apenas 10% dos 347 mil milhões de euros do principal fundo de crescimento da UE para as regiões da Europa em situação precária são atribuídos. Milhares de milhões estão imobilizados, porque, limitados por falta de fundos, os Governos nacionais não são capazes de reunir os necessários fundos de contrapartida. O Financial Times lançou uma grande reportagem de investigação.
Entre 80 e 100 mil milhões de euros: não se conhece ainda o montante do plano de ajuda acordado pela Irlanda, a União Europeia e o FMI, em 21 de novembro. Mas uma questão se coloca: é a decisão mais acertada? Respostas do Corriere della Sera e do Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung.
Os europeus do Ocidente, em geral, e os dinamarqueses, em especial, têm grande dificuldade em libertar-se dos estereótipos negativos sobre os concidadãos europeus do Leste. E contudo, em 2011 cabe à Hungria e depois à Polónia a presidência da UE, as quais revelam mais projetos do que a Dinamarca, que lhes sucederá, constata um colunista dinamarquês.
Esqueçamos as alterações aos tratados de Angela Merkel e as objeções de David Cameron ao orçamento. O verdadeiro acontecimento da cimeira de Bruxelas da semana passada foi o facto de a Europa ter dado um passo muito importante no sentido de se tornar um Estado único.
Porquê rever um tratado que entrou em vigor no ano passado? Após a decisão tomada pelos Vinte e Sete, destinada a consolidar a moeda única, a imprensa europeia mostra-se mais que reservada.
Em Bruxelas, a 28 e 29 de outubro, a França e a Alemanha vão tentar convencer os seus parceiros a alterarem os textos fundamentais da UE para que o rigor orçamental seja respeitado. Ideia simples e inútil, afirma um editorialista espanhol.
Angela Merkel não terá a tarefa facilitada. No Conselho Europeu de 28 de outubro, a sua vontade de punir os Estados deficitários será combatida pela maior parte dos seus homólogos. Este papel de mãe rígida é, no entanto, necessário, assegura o Süddeutsche Zeitung.
Inabitável, deserta e assolada pelas tempestades do Atlântico Norte, a pequena ilha de Rockall, ao largo da Irlanda, está no centro de uma disputa entre quatro países europeus. A razão prende-se com as fabulosas reservas de petróleo que se encontram no fundo do mar.
Numa altura em que atravessa nova crise de confiança, a Europa está dividida em dois campos opostos, tendo, de um lado, aqueles que procuram relançar o projeto federalista e, do outro, os que preferem uma fórmula de parceria mais solta, mais britânica. E está difícil de perceber qual das soluções é a melhor.
Quem foi que disse que os comissários e os altos funcionários das instituições europeias ocupam lugares aborrecidos, numa cidade insípida? Pelo contrário, garante Der Spiegel: Bruxelas é Bizâncio.
Em 1989, no exacto momento em que o Muro caía, decorriam negociações secretas entre Paris e Bona sobre a União Monetária Europeia. Será que os alemães sacrificaram o seu marco por causa da reunificação, pergunta Der Spiegel, que teve acesso a documentos secretos.
Dotada de competências cada vez mais vastas, a UE não dispõe de meios suficientes para concretizar as suas ambições. A culpa é dos Estados-membros, que se mostram relutantes em financiar as instituições comunitárias.
A questão dos ciganos é reveladora da crise existencial da União Europeia: mostra até que ponto certos Estados – com a França e a Itália à cabeça – desprezam o grande projeto europeu e os seus valores, considera um editorialista romeno.
O desafio lançado por Nicolas Sarkozy à Comissão Europeia – com o apoio de Silvio Berlusconi, não se limita apenas à questão dos ciganos. O que está em jogo é o papel dos princípios comunitários e a própria razão de ser da União, afirma a editorialista Barbara Spinelli.
Ameaçada com um processo pela Comissão Europeia, pouco apoiada pelos seus vizinhos, a França é sobretudo vítima da retórica bélica do seu presidente em relação aos ciganos. Há países, no entanto, que poderão ajudá-la a encontrar uma saída.
O primeiro discurso sobre o estado da União, do chefe do executivo de Bruxelas, era muito esperado. Mas enquanto a UE sai lentamente da crise, as palavras denotam falta de ambição, lamenta a imprensa europeia.
A União Europeia caiu mais do que nunca nas sondagens, revela o último Eurobarómetro. Não são os eurocépticos que estão em alta, mas sim os defensores da integração. A Comissão marca passo. O presidente da União está entre os sempre ausentes. Acordai, 27!
Só dois dos 115 embaixadores da União Europeia são originários da Europa central. Todos os restantes cargos são detidos por funcionários naturais da Velha Europa. E a Polónia está farta de acordos de bastidores.
A proposta da Comissão de criar um imposto europeu para financiar o orçamento da União Europeia tem tudo para agradar, sobretudo aos países contribuintes líquidos. Mas, diz De Volkskrant, depara com a hostilidade dos Estados-membros perante a transferência de competências numa matéria tão delicada.
Com os países a seguirem os seus interesses nacionais, com a França e a Alemanha competindo pelas melhores posições e com as principais decisões a serem tomadas em reuniões informais, as divisões dentro da UE estão-se a aprofundar, defende Marek Cichocki, filósofo polaco e perito em assuntos europeus.
O parecer favorável à independência do Kosovo emitido pelo Tribunal Internacional de Justiça relança a questão das regiões europeias com forte identidade. Em 24 de julho, o romeno Laszlo Tökes, vice-presidente do Parlamento Europeu, apelou à autonomia da Transilvânia. Entretanto, em Bruxelas, mais de 300 delegações defendem os interesses de entidades de todo o continente.