Viktor Orbán
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Hungria: “O severo aviso de Merkel”
17 maio 2013269PresseuropNépszava -
Hungria: “Orbán: Não toleramos!”
6 maio 2013442PresseuropNépszabadság -
Hungria: “Pressão da UE sobre o Governo Orbán”
18 abril 2013403PresseuropLa Voix du Luxembourg -
Hungria: “Fidesz recua”
16 abril 201344PresseuropNépszabadság -
Hungria: Amordaçado
12 março 201334 Neues Deutschland Berlim -
Hungria: “Um poder impermeabilizado contra a democracia”
12 março 201315324PresseuropFinancial Times, Süddeutsche Zeitung, Público, Le Monde -
Hungria: Oposição agita-se em vão
12 março 2013342 Magyar Nemzet Budapeste -
Hungria: “Votarão de qualquer maneira”
11 março 201328PresseuropNépszabadság -
Hungria: “Fidesz cercado”
8 março 2013243PresseuropNépszabadság -
Hungria: “Ainda mais duro do que o inverno”
11 fevereiro 201327PresseuropNépszabadság -
Hungria: Governo impõe cultura nacional
20 dezembro 20122382PresseuropMagyar Narancs, Népszava, Magyar Nemzet -
Hungria: Viktor Orbán organiza a sua reeleição
19 novembro 20122706 Népszabadság Budapeste -
Hungria: A luta pela terra
30 outubro 20121219 Le Monde Paris -
Hungria: Gordon Bajnai apresenta-se como adversário número um de Viktor Orbán
26 outubro 2012464PresseuropMagyar Narancs, Népszabadság, Heti Világgazdaság, Magyar Nemzet -
Hungria: Viktor Orbán procura um berço e a salvação na Ásia
16 agosto 20121938 Hospodářské noviny Praga -
Roménia: A tentação autoritária de Victor Ponta
22 junho 20121012 Revista 22 Bucareste -
Hungria: A nostálgica Budapeste irrita-se com os seus vizinhos
29 maio 20125114PresseuropNépszabadság, Evenimentul Zilei -
Europa central: Budapeste, um modelo enganador para Praga
8 março 2012483 Respekt Praga -
Hungria: Eurodeputados colocam Orbán sob vigilância
17 fevereiro 2012654PresseuropNépszava -
Hungria: A pintura ao serviço de Viktor Orbán
7 fevereiro 201226911 SME Bratislava -
Hungria: A Europa subterrânea
26 janeiro 201235 Cicero Berlim -
Europa central: Viena-Budapeste, ida e volta no passado
23 janeiro 201210016 Le Monde Paris -
Hungria: Bancarrota sobre a revolução de Orbán
20 janeiro 20121049 Respekt Praga -
Hungria: Viktador
18 janeiro 201255 Sega Sófia -
Hungria-UE: A medição de forças começou
18 janeiro 2012918PresseuropMagyar Nemzet, Népszava, Népszabadság -
Hungria: Bruxelas lança operação para afastar Orbán
12 janeiro 201223917 Népszabadság Budapeste -
Hungria: O ogre de Budapeste
9 janeiro 201237 Süddeutsche Zeitung Munique -
Hungria: Viktor Orbán cada vez mais isolado
6 janeiro 20121149 Presseurop -
Editorial: Orbán e os nossos princípios
6 janeiro 2012654Presseurop -
Hungria: Orbán é a sequela de uma história conturbada
5 janeiro 201221531 La Stampa Turim -
União Europeia: A Hungria também nos diz respeito
4 janeiro 201226439 Le Monde Paris -
Hungria: Contra Orbán, sim; com o estrangeiro, não!
3 janeiro 20121999 Heti Világgazdaság Budapeste -
Hungria: Perigo magiar
2 janeiro 2012127 Le Monde Paris -
Hungria: Capitalismo magiar: uma frágil ambição
22 dezembro 2011111 Magyar Narancs Budapeste -
Hungria: Lei da comunicação social provoca braço de ferro
21 dezembro 2011941PresseuropPresseurop -
Hungria: FMI e UE batem com a porta
19 dezembro 201147PresseuropNépszabadság -
Conselho Europeu: Os ziguezagues da diplomacia húngara
12 dezembro 2011271PresseuropNépszabadság -
Hungria: Reencontro amargo com o FMI
25 novembro 201119827 Magyar Nemzet Budapeste -
Hungria: É preciso escolher entre o FMI e Orbán
17 novembro 2011741PresseuropHírszerzö -
Parlamento Europeu: A Constituição sobre grill
9 junho 2011PresseuropNépszabadság -
Ideias: Bruxelas não é o centro do universo
21 abril 20111235 Die Welt Berlim -
Hungria: A Constituição que inquieta a Europa
19 abril 2011175PresseuropPresseurop -
Hungria: A ditadura da maioria inscrita em pedra
19 abril 20111934 Népszabadság Budapeste -
Hungria: Nova constituição votada em ambiente polémico
18 abril 2011PresseuropHeti Világgazdaság -
Hungria: A época da caça ao cigano ainda não acabou
6 abril 20113784 Le Monde Paris -
Europa Central: O euro já não faz sonhar
4 abril 201172 Presseurop -
Hungria: A assombrosa revolução nacional de Viktor Orbán
1 abril 20111291 -
Hungria: “A liberdade de imprensa é o segredo da liberdade”
16 março 2011PresseuropNépszabadság -
Hungria: Budapeste aceita rever a lei da Comunicação Social
17 fevereiro 2011PresseuropNépszabadság -
Editorial: Respeitar o árbitro
11 fevereiro 201123Presseurop
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Ao alterar novamente a Constituição, o Governo de Viktor Orbán abriu um caminho suplementar ao enfraquecimento da democracia no seu país, perante a impotência da UE, lamenta a imprensa europeia.
O parlamento húngaro aprovou uma nova alteração da Constituição denunciada pela oposição e contestada na Europa. Para o “Magyar Nemzet”, próximo do Governo, estes protestos não passam de uma ilusão criada por uma oposição com falta de legitimidade.
Em 2014, os estrangeiros poderão comprar terras agrícolas, por enquanto reservadas apenas aos húngaros. Enquanto não chega esse fim de prazo fixado pela UE, que o Governo de Viktor Orbán tenta adiar, camponeses e personalidades ricas, frequentemente próximas do poder, disputam as parcelas mais interessantes.
Ostracizado na Europa pelos abusos de autoridade, o Governo húngaro está empenhado numa política “de abertura a Leste”. Em busca de novos aliados no Oriente, invoca presentemente a suposta descendência das tribos da Ásia Central dos húngaros, um outro mito alimentado pela extrema direita magiar.
Acusado de fazer cortes radicais na cultura, o Governo provocou um protesto coletivo da comunidade artística. E as comparações com as tendências autoritárias nas vizinhas Hungria e Ucrânia sucedem-se, como aponta a Revista 22.
O Governo checo, que não assinou o pacto orçamental europeu, explica que defende a liberdade do país, tal como a Hungria, que foi injustamente tratada pela UE. Mas esta aliança regional entre partidos conservadores é, no mínimo, paradoxal, escreve um cronista de Praga.
A afirmação dos valores nacionais húngaros está no centro do projeto político do primeiro-ministro. Desde o início do ano, esta ambição foi ilustrada em quinze quadros, especialmente encomendados para uma exposição no castelo de Buda.
Herdeiras do império Habsburgo, a Áustria e a Hungria partilham uma outra
experiência: uma relação ambígua com a história e uma tendência para tolerar
desvios políticos. Dez anos após as sanções europeias contra a primeira, por
que motivo aparenta a segunda estar presa nos anos 1930?
Dirigente de um país endividado, pressionado pelo FMI e ameaçado de retaliações por parte da UE, o primeiro-ministro húngaro enfrenta agora uma oposição em vias de organização. À medida que cada vez mais cidadãos são afetados pela pobreza, os húngaros perdem a fé nas suas receitas nacionalistas.
Depois de várias semanas de polémica, a Comissão Europeia lançou um triplo processo de infração contra o Governo húngaro. Mas quem vai ser a primeira a ceder, Budapeste ou Bruxelas? A imprensa húngara não espera grandes mudanças.
Ameaçando Budapeste com sanções financeiras e represálias, se o Governo não mudar a política económica e judiciária, a UE parece ter encetado um processo para se livrar do primeiro-ministro húngaro, como fez com Berlusconi e Papandreu. Mas não vai ser tão simples como anteriormente.
O reforço das prerrogativas do Executivo e o enfraquecimento dos contrapoderes são criticados por uma parte da imprensa húngara e também na Europa. Num momento em que o país é atingido por uma crise financeira, que se agrava à medida que aumenta a desconfiança dos investidores relativamente à política do Governo de Budapeste.
Para compreendermos o isolamento nacionalista e identitário do atual governo húngaro, é na história do país que é necessário procurarmos, escreve um especialista em literatura magiar. Especialmente, na fragilidade da sua burguesia e nas frustrações nascidas das derrotas militares.
A Europa não pode ficar indiferente aos excessos autoritários e nacionalistas do primeiro-ministro, Viktor Orbán. Como comunidade de valores democráticos, tanto quanto união económica, deve pressionar Budapeste no sentido de esta se manter no rumo certo, considera o Monde.
Em Budapeste, aumenta o descontentamento contra o primeiro-ministro húngaro, acusado de excessos autoritários. A comunidade internacional começa também a reagir, mas deve evitar o recurso à ingerência, considera o filósofo Gáspár Miklós Tamás.
A rutura das negociações com o FMI e a UE relativamente à independência do banco central demonstrou que o Governo de Viktor Orbán também aplica a sua “revolução nacional” à economia. Mas as bases dessa política estão erradas, realça um economista.
Financeiramente enfraquecida, a Hungria pediu a assistência do Fundo Monetário Internacional, como parte de um acordo a ser negociado entre o momento atual e janeiro de 2012. A imprensa húngara pergunta-se se a iniciativa constituirá uma admissão de fracasso por parte do primeiro-ministro, Viktor Orbán, ou se será resultado de uma cabala contra a sua política de independência.
O Governo húngaro e os eleitores finlandeses acabam de demonstrar a sua vontade de sair do consenso europeu. Mas talvez este projeto europeu esteja em crise por insistirmos em que não existe alternativa para ele.
A nova Constituição húngara, aprovada a 18 de abril pelo Parlamento, consagra a "revolução nacional" iniciada pelo primeiro-ministro, Viktor Orbán. Contudo, essa reciclagem de ideias do século XIX representa um perigo para o país, considera o diário Népszabadság.
Numa altura em que a UE pede aos Estados-membros mais esforço para integrar os ciganos que vivem nos seus territórios, as intimidações da extrema-direita magiar contra a “criminalidade cigana” continuam, sem que o governo de Viktor Orbán, que preside à União, reaja.
A crise na zona euro arrefeceu o entusiasmo pela moeda única, na maior parte dos países da Europa Central. Hoje, só os Estados bálticos continuam a sonhar com a adoção da moeda única, escreve o Rzeczpospolita.
A 15 de março, os húngaros comemoraram a sua revolução de 1848. Mas, este ano, a imagem do histórico revolucionário Kossuth desapareceu perante a do atual primeiro-ministro, Viktor Orbán.