Democracia
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Comissão Europeia : “A UE não deve intervir nas nossas democracias”
6 maio 20138212PresseuropDe Volkskrant -
União Europeia: “A Europa é a pior inimiga de si própria”
19 abril 201317675PresseuropIl Sole-24 Ore -
Debate: A ciberdemocracia é apenas o primeiro passo
16 abril 201343826 La Stampa Turim -
União Europeia: Uma cidadania de papel
8 abril 201326717 Dilema Veche Bucareste -
Estónia: “As 15 propostas da Assembleia de cidadãos aos governantes”
8 abril 201376PresseuropEesti Päevaleht -
Democracia: Por uma República Europeia
5 abril 20131256299 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Instituições: Uma democracia demasiado complexa
3 abril 201317421 Trouw Amesterdão -
Democracia: Fazer a lei não é assim tão simples
2 abril 201318712 Dilema Veche Bucareste -
União Europeia: Experimentemos novas vias
25 março 201334590 La Repubblica Roma -
Hungria: Oposição agita-se em vão
12 março 2013342 Magyar Nemzet Budapeste -
Debate: A Europa perdeu os seus cidadãos
11 março 201380698 El País Madrid -
Democracia: Estados, mercados e cidadãos em rota de colisão
28 fevereiro 201320775 I Kathimerini Atenas -
União Europeia: A crise é tanto democrática como financeira
25 janeiro 201359869 The Guardian Londres -
Social: São Precário, o novo patrono da Europa
15 janeiro 201385817 NRC Handelsblad Amesterdão -
República Checa: Quem será o próximo inquilino do Castelo de Praga?
11 janeiro 20131036 Respekt Praga -
Democracia: Envolver os cidadãos na Europa
4 janeiro 201353898 Project Syndicate Praga -
Quiz do Ano Novo: Quarenta ratoeiras sobre a Europa
31 dezembro 201284955 Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung Frankfurt -
Editorial: Quem tem medo dos Berlusconis?
14 dezembro 20126310Presseurop -
Debate: Como preservar o milagre europeu
13 novembro 201229465 Dagens Arena Estocolmo -
Grécia: Mais austeridade, menos liberdade de imprensa
6 novembro 20122747 The Observer Londres -
Debate: Democracia reduzida aos mínimos?
13 setembro 2012PresseuropBlog -
Roménia: Justiça, o que está de facto em jogo no braço de ferro político
19 julho 20129714 Le Monde Paris -
Democracia: Chegou a hora de eleger o presidente da UE
11 julho 201230070 Fokus Estocolmo -
Áustria: Será assim tão difícil realizar um referendo sobre a Europa?
10 julho 20121009 Die Presse Viena -
Debate: Cinco ações para mudar a Europa
4 julho 2012277122 Internazionale Roma -
G20 / UE: A Europa não detém o monopólio democrático
20 junho 201215936 De Standaard Bruxelas -
Crise da dívida: A política da avestruz
4 junho 201226011 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Retrato: Sascha Lobo, um bloguista amado e odiado
22 maio 201281 Die Zeit Hamburgo -
Democracia: Quem abrirá o salão virtual europeu?
27 março 20128076 Dagens Nyheter Estocolmo -
Europa central: Democracia em declínio
26 março 2012683PresseuropDie Presse -
Crise da dívida: Dez ideias para sair do absurdo
27 janeiro 2012162524 Süddeutsche Zeitung Munique -
Debate: A Europa é a paz. Mas, e então?
19 janeiro 201218667 De Morgen Bruxelas -
Entrevista: A reconquista da Europa segundo Geert Mak
9 janeiro 20122377 NRC Handelsblad Amesterdão -
Zona euro: O inquietante poder das agências de notação
7 dezembro 201120313 Libération Paris -
União Europeia: Deem uma oportunidade à democracia
1 dezembro 201140730 The Guardian Londres -
União Europeia: A democracia rosa salmão
29 novembro 201116612 De Morgen Bruxelas -
Debate: União em crise procura um inimigo
17 novembro 20111688 Hospodářské noviny Praga -
Debate: Em defesa dos tecnocratas
17 novembro 201119211 The Guardian Londres -
Crise da zona euro: Grupo de Frankfurt, o esquadrão de intervenção da Europa
16 novembro 201146511 The Spectator Londres -
Crise da zona euro: A Europa contra as pessoas?
11 novembro 201143123 The Economist Londres -
Alemanha: Habermas relança debate sobre Europa e democracia
9 novembro 20112617PresseuropFrankfurter Allgemeine Zeitung -
Crisa da zona euro: O modelo democrático
7 novembro 201147 NRC Handelsblad Amesterdão -
Crise da zona euro: A tecnocracia não é o caminho
7 novembro 20112836 Il Sole-24 Ore Milão -
Referendo grego: Democracia rebaixada a “lixo”
2 novembro 2011101218 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Grécia: Chantagem de Papandreu para sobreviver
2 novembro 20111486 To Ethnos Atenas -
Editorial: Tem-te maria, não caias
28 outubro 2011482Presseurop -
Crise financeira: É hora de fazer política
20 outubro 20112008 Frankfurter Rundschau Frankfurt -
Indignados: A palavra aos cidadãos
18 outubro 20113868 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Opinião: Democracia, um lugar comum
14 outubro 201133016 El País Madrid -
Alemanha: Berlim sob o feitiço do pirata
20 setembro 201111035 Süddeutsche Zeitung Munique
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Perante a crise dos partidos, são muitas as vozes, entre as quais a do Movimento 5 Estrelas, em Itália, que exigem a passagem à participação direta, tornada possível pela democratização da Internet. No entanto, os dois sistemas deveriam completar-se e não excluir-se.
Os tratados europeus garantem direitos aos cidadãos-consumidores. Mas na prática, há muitas faltas a esse princípio, sobretudo quando se tratam de nacionais de outros Estados-membros.
Sejam dirigentes políticos ou simples cidadãos, os pragmáticos não conseguiram construir uma União Europeia próspera e democrática. É, pois, altura de dar lugar aos sonhadores, que são hoje os verdadeiros realistas, garantem a politóloga Ulrich Guerot e o escritor Robert Menasse.
Ouve-se frequentemente dizer que as medidas contra a crise na União Europeia são tomadas de forma pouco clara e antidemocrática. Mas isso resulta de um processo aceite por todos. E é nisso que o debate se deve centrar, considera uma professora universitária holandesa.
Criada no início de 2011, a Iniciativa de Cidadania Europeia devia ser um reflexo da vontade dos europeus. Com um milhão de assinaturas, os cidadãos podem participar na elaboração da política comum. Mas como saber o que realmente querem?
A crise das instituições e da política na Europa incentiva os dirigentes a fazerem escolhas prudentes em nome da governabilidade. Mas não seria melhor abrirem-se a novas formas de participação – a nível nacional e europeu –, que pudessem responder melhor às necessidades dos cidadãos?
O parlamento húngaro aprovou uma nova alteração da Constituição denunciada pela oposição e contestada na Europa. Para o “Magyar Nemzet”, próximo do Governo, estes protestos não passam de uma ilusão criada por uma oposição com falta de legitimidade.
Os últimos números do Eurobarómetro mostram claramente o que, uns após os outros, os resultados eleitorais têm sugerido: atingidos pela crise, deixaram de ter confiança na UE. Depois de se ter salvo o euro, é preciso salvar a legitimidade da UE e, se possível, antes das eleições de 2014.
O resultado não decisivo das eleições italianas e o triunfo de Beppe Grillo demonstraram, mais uma vez, a existência de correntes subterrâneas que agitam os países europeus atingidos pela crise. Será que a UE e, mais ainda, os mercados irão fazer alguma coisa para quebrar o círculo vicioso da crise e vencer a desconfiança dos cidadãos?
O espírito de ditadores como Nicolae Ceausescu ganha nova vida na resposta da elite europeia à crise da zona euro, assegura o pensador esloveno Slavoj Žižek. A mesma desconfiança na democracia que outrora restringiu o desenvolvimento dos países pós-comunistas está agora a ganhar terreno na Europa.
Este mês, os checos elegem o seu primeiro Presidente por sufrágio universal. Num país com figuras históricas fortes, a real importância do cargo ultrapassou muitas vezes o que está na Constituição, ainda que correndo o risco de enfraquecer o Estado, recorda o Respekt.
À beira das eleições para o Parlamento Europeu de 2014, a União Europeia devia aprender bastante com a recente campanha presidencial nos Estados Unidos, no que respeita ao envolvimento com os seus cidadãos, ao acréscimo de legitimidade e a ter mais voz no panorama internacional.
Há três anos que o euro está em crise, 2013 aproxima-se, e ainda têm dúvidas? O ensaísta Hans Magnus Enzensberger também. Este tonitruante mata-mouros da burocracia bruxelense teve a ideia de criar este questionário – totalmente objetivo, como é óbvio. Boa sorte!
Por um lado, a UE faz questão de criticar o crescente autoritarismo da Hungria de Viktor Orbán, mas por outro, fecha os olhos à erosão da liberdade de imprensa na Grécia, o país a quem tem imposto uma série de medidas de austeridade autodestrutivas, argumenta um colunista britânico.
Por trás da ofensiva política do Governo de Victor Ponta, que levou à suspensão do Presidente Traian Băsescu, esconde-se o desejo de controlar o sistema judicial recentemente reformado. Tudo sob o pano de fundo de casos de corrupção.
Por que será que os europeus conhecerem melhor Obama e Romney que Barroso ou Van Rompuy? Porque não podem eleger os dirigentes da UE. A melhor maneira de remediar o "défice democrático" europeu é fazer essa eleição e por sufrágio universal, estima o jornalista sueco Martin Ǻdahl.
O Mecanismo de Estabilidade é parte da questão. O pacto orçamental também. As grandes decisões políticas de um país deverão ser submetidas ao voto dos cidadãos? Na Áustria, onde desde há alguns meses estão em debate a transparência e a democracia direta, a classe política não parece preparada para isso.
Corolário da união monetária, a união política só poderá concretizar-se caso a UE se dote de estruturas mais democráticas, envolvendo mais os europeus. O cronista Eric Jozsef do Internazionale avança algumas pistas para o conseguir.
A Europa não tem lições de democracia a receber, afirmou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, na reunião do G20 em Los Cabos, no México. No entanto, temos de reconhecer que a construção europeia é bastante menos democrática do que gostamos de acreditar, e a crise não ajuda.
Os partidos políticos europeus estão em plena crise. Para além das suas tendências ideológicas, ocupam-se apenas de interesses particulares, como os dos reformados, a quem prometem alegremente salvar os benefícios que há muito já lhes foram tirados.
Insurreição contra a conservação de dados, desconfiança em relação ao Google e ao Facebook: A Alemanha, em matéria de Internet, é um país "emergente", afirma Sascha Lobo. Este famoso bloguista e pioneiro da Internet na Alemanha também inspira sentimentos opostos: é tão detestado quanto solicitado.
Há perto de dois séculos que um espaço de discussão virtual tem feito progredir a democracia. Contudo, hoje, falta-nos um espaço de debate comum a todos os europeus, lamenta uma editorialista sueca.
Embora seja incompreensível, emprenhou-se nos hábitos sociais: há anos que despojamos a coletividade e que arruinamos a democracia, denuncia Ingo Schulze. O escritor alemão divulga as suas dicas para restabelecer o bom
senso.
Os dirigentes europeus utilizam o espetro da guerra a torto e a direito, para justificar as suas políticas para salvar o euro. Mas este argumento já não pega, defende o filósofo holandês Paul Scheffer. O apoio dos cidadãos deve ser conquistado com verdadeiros argumentos.
Será que a União Europeia entrou em fase terminal? Num ensaio, o jornalista e historiador holandês Geert Mak considera que esta deve escolher, em 2012, a via política que lhe permite sair da lógica do dinheiro. Sob pena de ficar sem o seu estatuto no mundo.
Ao pôr a zona euro sob vigilância em vésperas do Conselho Europeu, a Standard & Poor’s afirma a emergência de um poder económico ilimitado que perturba a organização democrática, lamenta o Libération.
Estará a UE a transformar-se num império governado pela Alemanha? Para o sociólogo alemão Ulrich Beck, devíamos aproveitar este receio generalizado e muito debatido, para estabelecer uma nova organização da União, com base numa verdadeira comunidade de cidadãos.
Com a crise, o poder concentra-se cada vez mais em Bruxelas. Porque é ali que estão concentrados não apenas as instituições europeias mas também os órgãos de comunicação de maior peso, muitos deles da área económica e anglo-saxónicos, que dão o tom à política nos Estados-membros, salienta um editorialista belga.
Nada melhor do que um inimigo para forjar uma identidade comum. Mas este adágio do século XIX não se adapta à crise atual. Só mudando a sua relação com os poderes é que os europeus se poderão unir e ultrapassar a crise, afirma um editorialista checo.
As nomeações dos não políticos Lucas Papademos e Mario Monti, na Grécia e na Itália, fez correr muita tinta. Mas, no continente, os especialistas têm muitas vezes desempenhado um papel positivo na política em tempos de profunda crise, refere um editor do Guardian.
Reunidos em torno de Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, a um pequeno grupo de funcionários não eleitos da UE tem sido atribuída a tarefa de governar a zona euro e depor os líderes que não conseguem andar na linha, escreve o semanário conservador britânico The Spectator.
Os esforços para salvar o euro não podem continuar indefinidamente contra a vontade dos eleitores, escreve Charlemagne no Economist.
Os governos de “especialistas” propostos para Itália e para a Grécia podem ser bons a tomar decisões de emergência, mas aumentam a desconfiança dos cidadãos europeus na democracia cada vez mais indireta. Para o evitar, os políticos têm de assumir o seu papel.
Hoje, quem quer consultar o seu povo é considerado como uma ameaça por toda a Europa. É esta a mensagem que os mercados – e também os políticos – passam desde 31 de outubro, denuncia o chefe de redação do Frankfurter Allgemeine Zeitung.
Confrontado com a contestação do seu povo, o primeiro ministro grego optou por organizar um referendo em vez de marcar eleições antecipadas. Ao preservar o seu futuro, reduz os gregos a uma escolha simplista.
Por medo ou por ignorância, os dirigentes insistem em combater os mercados financeiros com as armas deles. Mas na falta de recursos ilimitados para tal, vão ter de retomar as regras políticas, se querem vencer esta prova de força.
Os movimentos de indignados pelo mundo inteiro representam uma nova forma de participação política. Sem organização, exigem dos partidos políticos ou dos sindicatos um diálogo permanente que compromete a autoridade destas instituições.
Após as manifestações na Grécia e o movimento dos indignados espanhóis, a contestação popular alargou-se a toda a Europa e atravessou o Atlântico com o Occupy Wall Street. Direta ou representativa, é a própria conceção de democracia que é colocada em causa, estima José Ignacio Torreblanca.
Reivindicam transparência e democracia direta e cerca de um em cada vinte eleitores de Berlim acaba de votar neles. O partido Pirata não é apenas uma organização de ‘nerds’, também defende reivindicações que emanam do conjunto da sociedade, escreve o Süddeutsche Zeitung.