Os artigos
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Croácia-Eslovénia: Vizinhos desavindos
6 fevereiro 2013963 Tportal Zagreb -
Gonelândia: A tentação do subsolo
6 fevereiro 20132994 De Standaard Bruxelas -
Finlândia: Criação de uma nação inovadora
5 fevereiro 20138247 The Economist Londres -
Fundos estruturais: Deixemos Bruxelas gerir os nossos projetos
5 fevereiro 201313633 Dilema Veche Bucareste -
Espanha: Uma moral pública a reconstruir
4 fevereiro 20132247 El País Madrid -
Croácia: Uma adesão cheia de obstáculos
4 fevereiro 20131139 NRC Handelsblad Amesterdão -
Reino Unido: O que é que os europeus fizeram por nós?
4 fevereiro 201314731 The Independent Londres -
Alemanha: A banalização da gargalhada do mal
1 fevereiro 201339269 Le Temps Genebra -
Roménia: A mediação entre culpado e vítima será uma solução?
1 fevereiro 2013794 CriticAtac Bucareste -
Turquia: Erdogan faz olhinhos ao clube de Xangai
31 janeiro 201313359 Milliyet Istambul -
Bulgária-Reino Unido: Caro senhor Farage:
31 janeiro 201339340 24 Chassa Sófia -
Lituânia: Um passaporte já não basta
31 janeiro 20131121 Veidas Vilnius -
PAC: Revolução verde passa pela Europa
30 janeiro 201358315 La Repubblica Roma -
Suécia: Lésbica, casada e a celebrar a missa
30 janeiro 2013392751 Libération Paris -
Reino Unido: Não esperem um 'tsunami' de imigrantes em 2014
29 janeiro 201317412 New Eastern Europe Cracóvia -
Portugal: O futuro escreve-se em mandarim
29 janeiro 201319927 Visão Lisboa -
Guerra no Mali: Europa vai à guerra de olhos fechados
28 janeiro 201344395 La Repubblica Roma -
Grécia: “Partimos porque dificilmente ganharemos o pão aqui”
28 janeiro 201316814 I Kathimerini Atenas -
Grécia: “Partimos porque dificilmente ganharemos o pão aqui”
28 janeiro 201316814 I Kathimerini Atenas -
Itália: Ascensão e queda do mais antigo banco do mundo
25 janeiro 20131839 La Stampa Turim -
União Europeia: A crise é tanto democrática como financeira
25 janeiro 201359869 The Guardian Londres -
Roménia: Pobre literatura nacional!
24 janeiro 20131817 România liberă Bucareste -
Polónia: As promessas vãs da Fiat
23 janeiro 201311152 Tygodnik Powszechny Cracóvia -
Caminhos-de-ferro: Fracasso da alta velocidade na Benelux
22 janeiro 20132686 NRC Handelsblad Amesterdão -
França-Alemanha: “Não gostamos de alemães”
22 janeiro 201313922 Frankfurter Rundschau Frankfurt -
França-Alemanha: Cinquenta velas sem grande chama
21 janeiro 201317863 Le Monde Paris -
Emprego: A “geração perdida” que nunca o foi
21 janeiro 201324628 Dziennik Gazeta Prawna Varsóvia -
Eslováquia: Um desabafo por Košice
18 janeiro 20131174 Lidové noviny Praga -
Guerra no Mali: A mão invisível da Europa
18 janeiro 201318523 La Tribune Paris -
Irlanda do Norte : Em Belfast “vivemos em dois mundos diferentes”
18 janeiro 201310010 El Mundo Madrid -
Reino Unido: Europa perplexa perante a relutância britânica
17 janeiro 2013190180 I Kathimerini Atenas -
Bélgica: A Valónia prepara o renascimento
17 janeiro 201320213 De Volkskrant Amesterdão -
UE-Mali: Guerra põe à prova Europa da defesa
16 janeiro 201349065 Süddeutsche Zeitung Munique -
Eslovénia: Democracia ou cleptocracia, é tempo de escolher
16 janeiro 20131882 Delo Liubliana -
Lituânia: Bielorrussos, os bons clientes
16 janeiro 201386 Veidas Vilnius -
Social: São Precário, o novo patrono da Europa
15 janeiro 201385817 NRC Handelsblad Amesterdão -
Crise: Sem uma frente comum contra o desemprego
15 janeiro 201315649 Alternatives économiques Paris -
Reino Unido: Ilusões perdidas sobre a Europa
14 janeiro 201310724 Financial Times Londres -
Reino Unido: Que se levantem os europeístas, por favor!
14 janeiro 201310468 The Guardian Londres -
República Checa: Quem será o próximo inquilino do Castelo de Praga?
11 janeiro 20131036 Respekt Praga -
Droga: “Mulas” europeias de pó branco peruano
11 janeiro 20131367 Le Figaro Paris -
Portugal : Governo aproxima-se do fim da linha
10 janeiro 201316845 Público Lisboa -
Itália: “Escravos” de Rosarno sem solução à vista
10 janeiro 201337735 La Stampa Turim -
Regiões: Os independentistas não são uma ameaça
9 janeiro 201328451 euobserver.com Bruxelas -
Portugal: Visto dourado para entrar na Europa
9 janeiro 201330261 Die Zeit Hamburgo -
Fundos da UE: Gastos difíceis de controlar
8 janeiro 20134317 De Standaard Bruxelas -
Geopolítica: E se a Roménia se tornasse o celeiro da Europa?
8 janeiro 20132666 Adevărul Bucareste -
Energias renováveis: Irlanda regressa ao verde
7 janeiro 201313337 La Repubblica Roma -
República Checa-Eslováquia: O futuro promissor que a Checoslováquia poderia ter tido
7 janeiro 2013154165 Respekt Praga -
Democracia: Envolver os cidadãos na Europa
4 janeiro 201353898 Project Syndicate Praga
A adesão da Croácia à UE, prevista para o dia 1 de julho, mantém-se pendente da resolução de um litígio bancário e de um diferendo fronteiriço com a vizinha Eslovénia. Uma situação que mostra até que ponto a questão da soberania continua a representar uma diferença cultural entre a UE e os países mais jovens do continente.
Urânio, minérios raros, ferro, cobre, ou… O derretimento dos glaciares põe muitas riquezas mineiras da ilha à disposição dos 60 mil habitantes que vivem quase exclusivamente da pesca. Mas este maná é também uma maldição, que atrai a China e os Estados Unidos.
No Conselho Europeu dos dias 7 e 8 de fevereiro, os fundos estruturais vão estar no centro das negociações sobre o orçamento da UE para 2014-2020. Em vez de deixar os Estados gerirem os grandes projetos financiados pela União, deveríamos entregá-los diretamente à Comissão ou aos Estados contribuidores.
Suspeito de ter recebido dinheiro saído do saco azul do Partido Popular, o primeiro-ministro defende a sua honestidade. Mas para o jornal “El País”, que publicou os apontamentos do antigo tesoureiro do partido, o seu futuro é secundário. O objetivo é a refundação do conjunto do sistema político espanhol.
A Holanda é o 22º país da UE a ratificar a adesão da Croácia à União Europeia, prevista para 1 de julho. Uma decisão justa, estima o “NRC Handelsblad”, mesmo que o comprovado laxismo dos 27 no alargamento à Bulgária e à Roménia os tenha levado a ser mais severos com Zagreb.
Na verdade, muita coisa, defende uma colunista do jornal "The Independent", depois de, na semana passada, os europeístas do Reino Unido terem reunido as hostes para o discreto lançamento de um novo grupo que pretende ser um contraponto ao abominável euroceticismo do país. Um tributo à influência que a UE exerceu sobre o país ao longo dos últimos 40 anos.
Oitenta anos após a chegada de Adolf Hitler ao poder, "Er ist wieder da" — "Ele está de volta" — do escritor alemão Timur Vermes, encena o regresso do ditador a Berlim, no verão de 2011. O livro permanece no topo das vendas, mas também provoca grande ranger de dentes.
A 1 de fevereiro entra em vigor uma lei que obriga a recorrer a um mediador, nos casos de litígios abrangidos pelo direito penal, que vão do roubo à violação. O objetivo –descongestionar os tribunais e promover o entendimento social – poderá, contudo, não ser concretizado, devido a uma margem de interpretação demasiado ampla.
O “maremoto" com origem na Bulgária e na Roménia, anunciado por Nigel Farage para depois da abertura do mercado de trabalho do Reino Unido, em 2014, aos nacionais daqueles países, provocou reações em Sófia. Uma jovem que estudou em Edimburgo pegou na caneta e respondeu ao dirigente independentista e eurofóbico britânico.
A parceira americana do patinador artístico Deividas Stagniunas acaba de ver recusada a dupla nacionalidade lituana. Uma decisão que relança o velho debate sobre a identidade de um país em plena abertura para o resto do mundo.
A reforma da Política Agrícola Comum (PAC), que será concluída este ano, vai no sentido do desenvolvimento sustentável e de uma maior equidade. Mas é ameaçada pela pressão dos grupos agroalimentares, assegura o fundador do movimento Slow Food, num apelo aos cidadãos e aos eurodeputados.
Enquanto a França se divide em relação ao casamento para todos e o Parlamento polaco acaba de rejeitar a união civil, um país parece estar acima destes debates: a Suécia. Lá, é possível ser lésbica, casada e… bispo sem causar escândalo.
Em antecipação do fim do controlo da imigração em relação à Roménia e à Bulgária, em janeiro de 2014, alguns ministros britânicos estão a pensar lançar uma campanha para impedir que se repita a "vaga" de imigração de 2004, quando oito antigos países comunistas adquiriam direitos de liberdade de circulação de trabalhadores na UE. Mas a crise da zona euro torna essa hipótese menos provável.
Um em cada quatro jovens portugueses está desempregado. Para conseguirem trabalho, não hesitam em emigrar. Alemão, russo, chinês ou árabe são as línguas que aprendem antes de partir: eis o mapa das novas terras prometidas.
A Europa, prémio Nobel da Paz, está na verdade em guerra há cerca de 15 anos - dos Balcãs à Líbia, passando pelo Afeganistão, e atualmente no Sahel. Um intervencionismo marcado pela ausência de uma visão a longo prazo e de debates sobre o seu objetivo no seio dos Vinte Sete.
Também eles vítimas da crise e das suas consequências, os imigrantes vindos do Leste começaram a regressar aos seus países. Num centro, em Atenas, dão testemunho da sua amargura e do fracasso que representa o repatriamento.
Fundado em 1472, o banco Monte dei Paschi contribuiu para elevar Siena à vanguarda em termos de qualidade de vida e governação. Mas o escândalo político e económico que eclodiu em torno do “MPS” pode marcar o fim de um sistema e de uma época.
O espírito de ditadores como Nicolae Ceausescu ganha nova vida na resposta da elite europeia à crise da zona euro, assegura o pensador esloveno Slavoj Žižek. A mesma desconfiança na democracia que outrora restringiu o desenvolvimento dos países pós-comunistas está agora a ganhar terreno na Europa.
Temos liberdade de circulação, de informação e de expressão, mas somos prisioneiros do nosso desprezo pela nossa língua e pela nossa cultura, o que só contribui para alimentar o analfabetismo, denuncia um escritor e historiador romeno.
Moderna e produtiva, a fábrica de Tychy era a principal unidade de produção da Fiat. Mas, perante a crise, o construtor italiano decidiu repatriar para Nápoles a produção do popular Panda. Para os operários polacos, para quem uma onda de despedimentos chega já no final de janeiro, estes são tempos de desencanto.
Menos de seis semanas após a sua inauguração – e uma infinidade de problemas técnicos mais tarde – o comboio de alta velocidade Fyra entre Amesterdão e Bruxelas foi suspenso. Um fiasco que põe em causa a forma como os contratos internacionais de fornecimento são adjudicados.
Em Sedan, de Bismarck a Hitler, os franceses tentaram, por três vezes, resistir, em vão, aos alemães. Um jornalista foi até lá para ver como está a reconciliação franco-alemã, 50 anos depois do Tratado do Eliseu, e descobriu uma cidade minada pela pobreza e que vive das recordações do passado.
A França e a Alemanha comemoram o aniversário do Tratado do Eliseu em que viria a assentar o entendimento entre os dois países, num momento em que a relação entre ambos está em crise. Os franceses fazem má cara ao sucesso económico dos alemães, que não se privam de sublinhar as fraquezas dos seus vizinhos. Apesar de tudo, é preciso que a dupla continue a entender-se.
Em todas as crises graves sentimos pena dos jovens que não conseguem arranjar emprego, chamando-lhes “geração perdida”. Bom, ao longo da história houve sempre muitas gerações assim e, no fim, acabaram sempre por vencer, escreve o DGP.
Košice partilha este ano com Marselha o título de Capital Europeia da Cultura. Uma designação que os eslovacos abreviam pela sigla "EHMK", que evoca mais uma dúvida do que um evento cultural de alto fôlego, assinala um crítico de música da Eslováquia.
Uma semana após o lançamento das operações contra os islamitas que controlam o Norte do Mali, as tropas francesas continuam a ser as únicas forças ocidentais no terreno. Mas os Vinte e Sete, que renunciaram a uma capacidade militar comum, estão presentes mais discretamente, noutras frentes.
Há mês e meio que católicos republicanos e protestantes fiéis a coroa se defrontam em torno da presença ou ausência da bandeira britânica na Câmara de Belfast. Mas esta hostilidade é latente por toda a parte, no quotidiano, constata um jornalista espanho.... na Rua de Madrid.
Na véspera do muito aguardado discurso do primeiro-ministro britânico sobre a participação do Reino Unido na União Europeia, o correspondente em Bruxelas do diário grego I Kathimerini diz que, independentemente do que David Cameron possa dizer em Amesterdão, os britânicos já se afastaram dela.
Durante muito tempo, a Valónia foi considerada o parente pobre da Bélgica, dependente da ajuda da rica Flandres. Hoje, a economia da Valónia recupera e os valões querem assumir as rédeas do seu destino e reagir às pressões dos separatistas flamengos.
A intervenção da França no Mali é considerada uma guerra solitária por toda a Europa. Os fracos meios oferecidos pelos seus parceiros não indicam apenas uma falta de empenho: assinalam também o fim da Europa da defesa.
O divórcio entre a classe política eslovena e a população cresce ao ritmo das revelações sobre corrupção. Numa altura em que o próprio chefe do Governo aparece envolvido nos escândalos, a sociedade encontra-se numa encruzilhada.
Hotelaria, comércios, termas: a economia lituana beneficia do dinheiro gasto pelos clientes ricos assim como pela classe média vinda do outro lado da fronteira entre este país da UE e a ditadura ex-soviética.
Os últimos números são implacáveis: o desemprego atinge números recorde na zona euro, com 11,8% da população ativa sem emprego. Mas até agora, os países europeus continuam incapazes de harmonizar as suas políticas sociais para tentarem sair da crise.
No seu próximo discurso sobre a Europa, previsto para 18 de janeiro, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, tem de ter em conta o clima eurocético no interior do Partido Conservador, mas, acima de tudo, deve falar pelo país e não pelo partido e manter a Grã-Bretanha na Europa, afirma um editorial do Financial Times.
O Reino Unido arrisca-se a ser erradicado da UE por magnatas da comunicação social e políticos eurofóbicos. Os europeístas têm de perder o medo e lançar um debate objetivo sobre a permanência do Reino Unido na UE, lê-se num editorial do Guardian.
Este mês, os checos elegem o seu primeiro Presidente por sufrágio universal. Num país com figuras históricas fortes, a real importância do cargo ultrapassou muitas vezes o que está na Constituição, ainda que correndo o risco de enfraquecer o Estado, recorda o Respekt.
Duramente atingidos pela crise, Roberta, avó espanhola, e Jeremy, padeiro francês, responderam às sereias tentadoras do dinheiro fácil. A sua missão era passar cocaína no Peru. Vegetam hoje, numa prisão de Lima.
Ao pedir ao Tribunal Constitucional que examine novamente o orçamento de 2013, o Presidente português corre o risco de mergulhar o país numa crise política, alerta um politólogo. O povo terá portanto a responsabilidade de escolher o remédio para a crise económica.
No final de 2009, os africanos que trabalhavam nos pomares da Calábria rebelaram-se contra condições desumanas de vida e de trabalho, reacendendo o debate sobre o trabalho sazonal. Três anos depois, as iniciativas públicas falharam e os imigrantes continuam a viver em condições de exploração.
Da adesão automática da Escócia à UE, no caso de separação do Reino Unido, ao tratamento dos pedidos de ajuda militar para por fim a grupos pró-independentistas, o recente aumento do espírito separatista na Europa levanta questões difíceis à União. Os líderes da UE têm de manter a calma, defende um jornalista grego.
Fortemente afetado pela crise, Portugal volta-se para os investidores ricos das suas antigas colónias. Quem investir no país tem fortes hipóteses de conseguir um visto – e o acesso ao resto da Europa.
Apesar das promessas de transparência, os fundos europeus continuam a ser mal aplicados por empresas e Estados-membros. Mas as fraudes e o uso indevido permanecem difíceis de detetar e raramente são punidos.
Numa situação de crise mundial, a batalha pelas matérias-primas vai endurecer em 2013. Enquanto a UE se volta para a Rússia no respeita às necessidades energéticas, um dos seus Estados-membros poderia abastecê-la de produtos agrícolas. Desde que os romenos tomem consciência das suas potencialidades.
Após dois anos de austeridade radical, a economia irlandesa melhorou ligeiramente, algo que se deve nomeadamente às novas receitas que o Estado gera com energias renováveis e ao imposto sobre as energias fósseis e os resíduos.
Há 20 anos, a Checoslováquia dividiu-se em dois novos países. Se a República Checa e a Eslováquia tivessem ficado juntas e transformado a antiga nação empobrecida num país multiétnico, ambas teriam hoje mais democracia, defende um colunista de dupla nacionalidade.
À beira das eleições para o Parlamento Europeu de 2014, a União Europeia devia aprender bastante com a recente campanha presidencial nos Estados Unidos, no que respeita ao envolvimento com os seus cidadãos, ao acréscimo de legitimidade e a ter mais voz no panorama internacional.